Mostrar mensagens com a etiqueta Europa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Europa. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de junho de 2012

Joana Vasconcelos em Versalhes






























Joana Vasconcelos é descrita pela revista Le Figaro como «a estrela portuguesa da arte contemporânea», e como sendo a primeira mulher convidada pelo Palácio de Versalhes a expôr no monumento.
Entre as várias obras escolhidas para a exposição estão «Mary Poppins», peça de feita em crochet e tricô, «Marilyn», dois sapatos gigantes compostos por panelas e tachos portugueses, e «Coração independente» em vermelho e em negro feito de colheres de plástico.
Entre designers de moda e escritores, Joana fez-se acompanhar para a inauguração da exposição pela fadista Mariza, o escritor Valter Hugo Mãe, que assina o texto do catálogo oficial.

«Entre aquilo que estava projetado, o que se vê é mais extraordinário», disse a artista. «Apesar de ter projectado, de ter feito fotomontagens, de ter preparado muito bem esta exposição, fiquei muito surpreendida com a relação das peças com o espaço e com a maneira como elas conseguem manter a sua autonomia e interagir com essa arquitetura muito particular que é Versalhes: super-decorada, super-luxuosa, e com uma tendência para abafar tudo aquilo que se ponha lá dentro», comentou Joana Vasconcelos.

A exposição abre hoje ao público e estará patente até 30 de Setembro, com as suas 17 obras no palácio do século XVII.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Portugal-Holanda nas redes sociais

Mais um jogo, mais uma vitória, mais um esforço, mais uma noite de futebol «em directo» nas redes sociais.

Depois de 90 minutos de nervos, Portugal chegou à vitória e está agora nos quartos de final do Euro 2012.

Entre acusações, sarcasmo e o pessimismo português sobre a derrota e a vinda para casa, lá se faziam sentir as mensagens de apoio









sábado, 16 de junho de 2012

Europeu de morte

Da Polónia à Ucrânia, de Auschwitz a Chernobyl. O Europeu 2012 joga-se em terras «movidiças» de leste.

Na Polónia, perto de Cracóvia, Auschwitz foi em tempos um dos campos de concentração localizados no sul da Polónia.
Em 1940, símbolo de nazismo, Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um de extermínio na mesma área.
Em 1944 as câmaras de gás do campo de Birkenau foram destruídas pelos nazis com o intuito de esconder as suas actividades das tropas soviéticas.
Foram pelos menos 70.000 pessoas as que ali perderam as suas vidas.


Na Ucrânia temos Chernobyl, local onde o Reator nº4 da usina nuclear explodiu a 26 de Abril de 1986. Foram 50 mil trabalhadores e respectivas famílias que ali viviam e foram evacuados de autocarro para nunca mais voltarem.
Os prédios de Pripyat são agora um deserto urbano.
Este é considerado o pior acidente nuclear de toda a história, sendo que 60% da radioactividade caiu em território bielorrusso.

Agora o Europeu de 2012 joga-se em dois territórios onde o pânico, o medo, o pavor, as mortes e o silêncio dominaram numa dada altura as populações locais.


Enquanto num lado os Nazis impunham o seu puder e matavam-se os que não eram arianos, noutro lado a natureza impunha-se e fazia o seu trabalho implacável
São várias as homenagens a todas as vítimas do Holocausto que as selecções do Euro 2012 fazem na visita a Auschwitz, mas também o desastre de Chernobyl está a tocar alguns dos atletas que relembram famílias ou até mesmo o que ali passaram.
Mas a população local brinca com a situação «A decisão do Europeu 2012 ser jogado aqui para ver quem é o mais forte», disse com humor negro Maxim Orel, um guia turístico da Ucrânia e que provavelmente “Os vencedores serão mutantes.”

Ainda que não sejam mutantes, alguém sairá campeão europeu num dos países onde agora o silêncio e a ausência reinam nas cidades fantasmas.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Futebol é nas redes sociais.

Em dia de jogo as redes sociais são invadidas por hinos, bandeiras, imagens da Selecção Nacional, notícias partilhadas vezes sem conta, pedidos de ajuda a todos os santos e estados de motivação para a equipa.
Não vamos ao estádio, mas jogamos nas redes sociais.

Silvestre Varela, Simão Sabrosa, Paulo Futre, Alda Telles, Marcos Sá, Steven Defour que fez questão de partilhar o golo de Varela e até páginas como o Cão Azul, Ainanas.com, entre milhares de utilizadores fizeram das redes sociais um santuário de pedidos e relatos do jogo a cada situação mais ou menos ofensiva, até mesmo à praticamente inexistência de Cristiano Ronaldo no jogo.

A milhares de quilómetros de distância da Polónia e da Ucrânia a voz lusitana impôs por toda a Internet.

Uma coisa é certa, no fim do jogo o desejo era matar o Povo Paul.


Aqui ficam alguns exemplos de mensagens:








Bipolaridade à Portuguesa

São vários os ataques do miócardio que a Selecção de Futebol Portuguesa faz todo o povo ter. Mas sempre foi assim, se recuarmos a tempos mais remotos como o Euro 2004, Ricardo, na altura o guarda-redes, teve a proeza de insistir para marcar um penalty decisivo.

«Este gajo é mesmo estúpido, ele defende bolas, não saber marcar!» ou «Pronto estamos arrumados, podemos guardar as botas», eram as frases mais ouvidas, até Ricardo chutar a bola e passar de frangueiro a homem do jogo por ter levado a equipa à final do europeu.

«G’anda Ricardo, nunca duvidei dele, é cá da terra!» ou «O miúdo é o maior, devia ter marcado mais», ouvia-se no fim do jogo.

Em 2004 foi assim, mas oito anos depois… a história repete-se. Oito anos em que os adeptos portugueses e toda uma nação motivada pela participação da equipa nacional num europeu, não aprendeu a estar calada e apenas opinar no fim do jogo. De «burros, estúpidos, ursos, idiotas» sem mudámos num ápice de vocabulários «heróis, os maiores, os melhores, os ídolos». Oito anos que não serviram de nada, oito anos em que erguemos bandeiras por toda a parte, casas, carros, malas, cachecóis, tudo servia de orgulho nacional. Hoje o orgulho nacional depende com os golos e resultados conquistados no Euro 2012. Não há conquistas à milhares de anos, feitos históricos, cultura divinal, cidades europeias da juventude ou da cultura e pérolas do oceano que nos valham. O Euro é fora e as bandeiras ficam também fora!

No jogo contra a Dinamarca, em que os portugueses cantaram grandiosamente o hino por todo o mundo, antes do início do jogo ouvia-se «é desta, isto hoje é nosso, ou vai ou racha!», ao primeiro golo «Este Pepe é o maior não tinha dúvidas!», ao segundo golo, depois de muito contestada a titularidade de Postiga na equipa «O Paulo sabe o que faz senão nem era treinador!». Mas como para Portugal nem tudo é fácil, os golos da Dinamarca foram chegando e foram desmoralizando a nação que antes cantava «A Portuguesa» com todo o orgulho. «São os falhados», «ninguém acredita nesta selecção», «vamos para casa hoje». E veio de lá veio Varela para dar um novo folgo e colocar a selecção de novo na corrida.

Por mais anos que passem… a bipolaridade dos adeptos perdura, somos treinadores de bancadas, desiludidos e ansiosos por todos os lances.

Domingo às 19h25 voltamos a ser bipolares até lá a semana prossegue com normalidade.


Bem-vindos à bipolaridade do povo luso.