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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Portugal-Holanda nas redes sociais

Mais um jogo, mais uma vitória, mais um esforço, mais uma noite de futebol «em directo» nas redes sociais.

Depois de 90 minutos de nervos, Portugal chegou à vitória e está agora nos quartos de final do Euro 2012.

Entre acusações, sarcasmo e o pessimismo português sobre a derrota e a vinda para casa, lá se faziam sentir as mensagens de apoio









sábado, 16 de junho de 2012

Europeu de morte

Da Polónia à Ucrânia, de Auschwitz a Chernobyl. O Europeu 2012 joga-se em terras «movidiças» de leste.

Na Polónia, perto de Cracóvia, Auschwitz foi em tempos um dos campos de concentração localizados no sul da Polónia.
Em 1940, símbolo de nazismo, Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um de extermínio na mesma área.
Em 1944 as câmaras de gás do campo de Birkenau foram destruídas pelos nazis com o intuito de esconder as suas actividades das tropas soviéticas.
Foram pelos menos 70.000 pessoas as que ali perderam as suas vidas.


Na Ucrânia temos Chernobyl, local onde o Reator nº4 da usina nuclear explodiu a 26 de Abril de 1986. Foram 50 mil trabalhadores e respectivas famílias que ali viviam e foram evacuados de autocarro para nunca mais voltarem.
Os prédios de Pripyat são agora um deserto urbano.
Este é considerado o pior acidente nuclear de toda a história, sendo que 60% da radioactividade caiu em território bielorrusso.

Agora o Europeu de 2012 joga-se em dois territórios onde o pânico, o medo, o pavor, as mortes e o silêncio dominaram numa dada altura as populações locais.


Enquanto num lado os Nazis impunham o seu puder e matavam-se os que não eram arianos, noutro lado a natureza impunha-se e fazia o seu trabalho implacável
São várias as homenagens a todas as vítimas do Holocausto que as selecções do Euro 2012 fazem na visita a Auschwitz, mas também o desastre de Chernobyl está a tocar alguns dos atletas que relembram famílias ou até mesmo o que ali passaram.
Mas a população local brinca com a situação «A decisão do Europeu 2012 ser jogado aqui para ver quem é o mais forte», disse com humor negro Maxim Orel, um guia turístico da Ucrânia e que provavelmente “Os vencedores serão mutantes.”

Ainda que não sejam mutantes, alguém sairá campeão europeu num dos países onde agora o silêncio e a ausência reinam nas cidades fantasmas.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Futebol é nas redes sociais.

Em dia de jogo as redes sociais são invadidas por hinos, bandeiras, imagens da Selecção Nacional, notícias partilhadas vezes sem conta, pedidos de ajuda a todos os santos e estados de motivação para a equipa.
Não vamos ao estádio, mas jogamos nas redes sociais.

Silvestre Varela, Simão Sabrosa, Paulo Futre, Alda Telles, Marcos Sá, Steven Defour que fez questão de partilhar o golo de Varela e até páginas como o Cão Azul, Ainanas.com, entre milhares de utilizadores fizeram das redes sociais um santuário de pedidos e relatos do jogo a cada situação mais ou menos ofensiva, até mesmo à praticamente inexistência de Cristiano Ronaldo no jogo.

A milhares de quilómetros de distância da Polónia e da Ucrânia a voz lusitana impôs por toda a Internet.

Uma coisa é certa, no fim do jogo o desejo era matar o Povo Paul.


Aqui ficam alguns exemplos de mensagens:








Bipolaridade à Portuguesa

São vários os ataques do miócardio que a Selecção de Futebol Portuguesa faz todo o povo ter. Mas sempre foi assim, se recuarmos a tempos mais remotos como o Euro 2004, Ricardo, na altura o guarda-redes, teve a proeza de insistir para marcar um penalty decisivo.

«Este gajo é mesmo estúpido, ele defende bolas, não saber marcar!» ou «Pronto estamos arrumados, podemos guardar as botas», eram as frases mais ouvidas, até Ricardo chutar a bola e passar de frangueiro a homem do jogo por ter levado a equipa à final do europeu.

«G’anda Ricardo, nunca duvidei dele, é cá da terra!» ou «O miúdo é o maior, devia ter marcado mais», ouvia-se no fim do jogo.

Em 2004 foi assim, mas oito anos depois… a história repete-se. Oito anos em que os adeptos portugueses e toda uma nação motivada pela participação da equipa nacional num europeu, não aprendeu a estar calada e apenas opinar no fim do jogo. De «burros, estúpidos, ursos, idiotas» sem mudámos num ápice de vocabulários «heróis, os maiores, os melhores, os ídolos». Oito anos que não serviram de nada, oito anos em que erguemos bandeiras por toda a parte, casas, carros, malas, cachecóis, tudo servia de orgulho nacional. Hoje o orgulho nacional depende com os golos e resultados conquistados no Euro 2012. Não há conquistas à milhares de anos, feitos históricos, cultura divinal, cidades europeias da juventude ou da cultura e pérolas do oceano que nos valham. O Euro é fora e as bandeiras ficam também fora!

No jogo contra a Dinamarca, em que os portugueses cantaram grandiosamente o hino por todo o mundo, antes do início do jogo ouvia-se «é desta, isto hoje é nosso, ou vai ou racha!», ao primeiro golo «Este Pepe é o maior não tinha dúvidas!», ao segundo golo, depois de muito contestada a titularidade de Postiga na equipa «O Paulo sabe o que faz senão nem era treinador!». Mas como para Portugal nem tudo é fácil, os golos da Dinamarca foram chegando e foram desmoralizando a nação que antes cantava «A Portuguesa» com todo o orgulho. «São os falhados», «ninguém acredita nesta selecção», «vamos para casa hoje». E veio de lá veio Varela para dar um novo folgo e colocar a selecção de novo na corrida.

Por mais anos que passem… a bipolaridade dos adeptos perdura, somos treinadores de bancadas, desiludidos e ansiosos por todos os lances.

Domingo às 19h25 voltamos a ser bipolares até lá a semana prossegue com normalidade.


Bem-vindos à bipolaridade do povo luso.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Bola pensa em Moçambique

O jornal desportivo A Bola está a ponderar a entrada nos mercados sul-africanos e moçambicanos, numa estratégia de expansão «de um projecto global e integrado», segundo Vítor Serpa, director do jornal. Depois da experiência em Angola ter sido bem-sucedida, espera-se o mesmo para Moçambique.
A Bola Moçambique deverá adoptar o mesmo esquema de periodicidade aplicado em Angola, onde o jornal é publicado três vezes por semana.

«Estamos a avaliar a situação e a perceber as condições, nomeadamente técnicas, para avançarmos com o projecto», declara.

Também a A Bola TV deverá chegar a terras africanas a partir da África do Sul e daí difundida para os países de origem lusófona. Sendo que as emissões deverão arrancar em Setembro deste ano.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Filho de Carlos Martins encontra dador



Gustavo já encontrou um dador compatível de medula óssea.


O anúncio foi feito através do Facebook criado pela família do jogador, o pequeno Gustavo, já tem "um dador totalmente compatível".

"Hoje é um dia de muita alegria. Com enorme gratidão, comoção e satisfação anunciamos que, após um longo e exasperante período de espera, foi encontrado um dador totalmente compatível com Gustavo", escreveu Carlos Martins.
Gustavo sofre de aplasia medular, uma disfunção da medula óssea para a qual o tratamento mais eficaz é o transplante.
O caso de Gustavo levou a que um grande número de pessoas em Portugal quisessem ajudar e fazer parte desta e de outras causas.
"A todos os que se preocuparam, que perderam horas do seu tempo, que fizeram quilómetros e se sujeitaram a filas de espera, que disseram presente, que partilharam a nossa dor e aderiram ao movimento de ajuda ao Gustavo, o nosso muito obrigado", acrescentou o internacional.
Carlos Martins promete continuar a dar notícias sobre a saúde de Gustavo.


A todos os que partilharam e re-partilharam e quiseram ajudar: OBRIGADO

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Portugal aos Portugueses!

Este ano, ou melhor, esta época 2011/2012 não é de todo a melhor época para os clubes portugueses mostrarem a sua garra e valor no estrangeiro. Quer dizer, eles até podem mostrar, tentar, acreditar mas na verdade há «outros valores» que se superam a um «pequenino» clube português como é o caso do Benfica, Sporting e Porto que são eliminados das competições europeias assim... sem mais nem menos, depois de jogos brilhantes, posses de bola incríveis, jogadas impressionantes... finalizações terríveis. Ora este é um bom ponto «finalizações terríveis», não que a culpa seja dos jogadores do nosso clube, em tempos a jogo dependia dos jogadores e o seu resultado também, nos últimos meses o resultado do jogo e a concretização de golo ficam por conta da arbitragem e dos senhores com dinheiro que o «injectam» posteriormente nos senhores de amarelo que anda a correr feitos malucos em campo à procura da falta mais insignificante!

Em tempos, via-se jogos de futebol com vontade, nos estádios existia o desportivismo, e dentro de campo o fairplay. Hoje, acho que os jogadores perdem a garra até porque já sabem, Portugal é dos portugueses e não dos europeus. Ficamos em casa no nosso pequeno cantinho à beira-mar plantado que é aqui que pertencemos, ou nos obrigam a pertencer!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Platini volta a fazer das suas




Liga dos Campeões ao sabor de Platini.


Michel Platini, Presidente da UEFA, não descansa enquanto o futebol europeu não é o SEU futebol!

Começou por se ver o Benfica a ser «roubado» a cada jogada, ora era cartões amarelos, vermelhos, penaltys e outra centena de coisas que fizeram com que o clube encarnado de Portugal ficasse sem asas para voar mais longe e voltasse para o sue poleiro.

Desta vez aconteceu com o Real Madrid, depois do jogo para a Liga dos Campeões esta quarta-feira, ficou mais uma vez ciente que o senhor Platini continua a fazer das suas e leva a competição a seu belo favor. Ao menos desta vez o presidente da UEFA tentou «roubar» o Real de forma discreta, ora se nuestros hermanos não perceberam, percebemos nós que somos minusculos mas não somos mudos nem cegos!

Platini, cá te esperamos em Portugal um dia destes...


A final será disputada pelo Bayern e o Chelsea a 19 de Maio, onde já se sabe, Platini estará de olho bem aberto e a fazer contactos.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Real Madrid constrói ilha


Afinal o Real Madrid não é apenas um simples clube de futebol que arrecada milhões todos os anos. Agora é também um gigantesco imobiliário e financeiro que vai construir uma ilha de sonho nos Emirados Árabes Unido.
Um investimento de mil milhões de dólares.

Veja aqui as fotos:










quarta-feira, 4 de abril de 2012

Futebol é nas Redes Sociais








O Barómetro Social Media revelou que em Portugal se prefere de futebol em vez de política nas redes sociais
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Estreia-se em Portugal o barómetro mensal das redes sociais e é da responsabilidade da Identidade Digital (consultora de comunicação) e Cision (empresa de monitorização de informação). Ao longo do mês de Março foram realizadas análises ao Facebook, Twitter, Youtube, blogues e fóruns de discussão que comprovaram que o desporto abunda na Internet portuguesa.

Em Portugal, o clube com mais referências nas redes sociais é o Benfica com 75 mil, seguido do FC Porto com cerca de 70 mil e o Sporting com 45 mil.

Na política, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, está no topo das referências online com quase 9 mil durante o mês passado.

O Barómetro Social Media apenas analisa as referências feitas, não distinguindo os comentários positivos dos negativos, mas caso seja solicitado é possível fazer-se a extracção da informação.
barómetro não distingue comentários positivos, negativos ou neutros, mas um responsável da

O barómetro propõe-se medir temas dentro de duas categorias fixas futebol/política e duas categorias variáveis cerveja/café

quarta-feira, 21 de março de 2012

Claques: da dedicação à estupidez


Não estou aqui para criticar arduamente o trabalho desempenhado pelas claques dos clubes portugueses e outros, mas antes fazer uma pequena chamada de atenção e a minha opinião, visto que ainda vigora a democracia e ainda sou livre de exercer a minha voz perante aquilo que acho ou não correcto.


São vários os acontecimentos mediáticos, ou melhor, mediatizados, que nos passam mensalmente pela vista nas televisões, sejam casos nacionais ou internacionais, a verdade é que claques e adeptos dedicam-se, por vezes em excesso, a um clube, ou a uma ideia do que é «fazer parte de uma claque».

No último jogo do Benfica-Porto, terça-feira 20 de Março, pude dar conta de que quando os meros adeptos e simpatizantes de um clube desesperam sentados num banco de estádio, porque o seu querido clube não está a ter o desempenho e resultado desejado, num dos cantos do estádio estão as claques ferranhas a gritar incessantemente pelo clube, pela equipa, por toda uma nação em que acreditam, neste caso, a «nação Benfica». Se não fossem estes senhores e algumas senhoras a incentivar a equipa, acredito que o resultado dos jogos não fosse o mesmo, a verdade é que sentado no sofá de casa ou num banco de café a ser-se «treinador de bancada» ninguém ajuda o próprio clube, apenas se gasta a voz e se bebe mais uma ou outra cervejinha.

Por outro lado, é num estádio que se da conta que a dedicação das claques é levada ao extremo e atinge a estupidez, lasers e bolas de golf, ping-pong ou isqueiros fariam falta em casa não num jogo de futebol a cair em cima dos jogadores adversários e até nos «nossos» jogadores. Vamos a ver se nos entendemos, futebol não é uma batalha campal e o estádio não é um campo de extermínio, ainda que às vezes valesse a pena exterminar um ou outro individuo. Outra das «anormalidades» cometidas pelas claques é o mítico «minuto de silêncio», se é um minuto de silêncio em que se presta homenagem a uma pessoa com importância para o país e para o desporto porque raio é que há sempre uns indivíduos que no seu canto do estádio teimam em cantar os seus cânticos? Eu ainda entendo as palmas, mas o cânticos? Vamos lá deixar de ter tão fraca inteligência e prestar realmente a homenagem que é merecida.

Um dia, tinha eu 15 anos quando pensei «vou fazer parte de uma claque»! Eu tinha algo na cabeça como respeitar o clube, os adeptos e apoiar incansavelmente a equipa até que a voz morresse e o pulmão me saltasse pela boca. Hoje os adolescentes de 15 anos quando pensam em ingressar numa claque, pensam em algo como «vou matar as outras claques, mandar umas coisas à cabeça dos jogadores adversários e acabar a noite na esquadra a ligar ao meu pai».

E depois os senhores polícias ainda vêm para a televisão dizer que «esta noite o cerco está apertado, é um jogo de alto risco, destacamos milhares de agentes....» o blá blá blá do costume, porque só o «cerco» fosse apertado metade das coisas não entrariam no estádio e eu quase não tinha saltado para cima do Hulk para lhe contar uma «bonita história».

Faz-se de um jogo, de um clube, uma guerra em que quase parecemos Nazis a exterminar judeus. E eu que achava que o nazismo já tinha passado de moda, afinal sobrevive nos estádios portugueses.


Vai-se da dedicação à estupidez; os tempos mudam, as claques também.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Eterno 29 do Benfica


Miklos Fehér sonhava com a glória. Hoje recordamos o mais tímido dos jogadores que passou pela Benfica, o eterno 29.





«Tímido, introvertido e acima de tudo tranquilo», foram as primeiras palavras do atacante da selecção nacional húngara quando chegou a Portugal.

Com os seus quase 20 anos tinha o sonho realizado, sonho este que desde os seus 10 anos ansiava.

Iniciou a sua carreira no Raba Eto de Gyor, onde jogou três anos como sénior, somando 23 golos em 62 jogos, antes de atrair a atenção do F.C. Porto, motivo pelo qual veio para Portugal, mas foi em Braga que encontrou a felicidade. Chegou às Antas no início da época 1998/99 e nos poucos jogos que fez não acertou na baliza, mesmo sagrou-se campeão no ano em que se estreava na sua nova terra.

Foi no Sporting de Braga que Fehér se revelou o grande jogador que era. Foi sob as ordens de Manuel Cajuda, que Miklos conseguiu a sua melhor prestação em terras lusas na época 2000/01 Finalizado o contrato azul, Miki rumou para Lisboa para representar o Benfica, onde reencontrou antigos companheiros e amigos como Drulovic e Zahovic que o ajudaram na sua integração.

Mostrou-se sempre cheio de garra, mas pouco calado. O trabalho que desempenhava fazia-o bem. Era querido por toda a claque e simpatizantes dos encarnados, possivelmente visto como um menino de ouro.

Mas a sua gloria não durou muito, no dia 25 de Janeiro de 2004, por sinal dia de anos de Eusébio e Mourinho, quando cerca das 21h30 Miklos Fehér caia sobre o relvado após um pequeno sorriso para o arbitro. O seu ultimo sorriso e o mais recordado.

Foi a vestir-se de vermelho e branco e a sorrir que Miklos Fehér finalizou a sua carreira e vida. Após ter visto um cartão amarelo por tentar impedir um lançamento lateral do adversário, sentido-se mal e caindo em campo. Faleceu devido a uma fibriliação ventricular devido a uma cardiomiopatia hipertrófica. Tinha 24 anos

Em sua memória, as águias retiraram o número 29 usado por ele, para que mais ninguém o use.


Também disponível em LusoFans