quarta-feira, 27 de maio de 2015

A paixão é uma coisa, o amor é outra

Sabes quando sentes aquele friozinho na barriga? As famosas borboletas que toda a gente fala? Ainda não chegaste e já o teu estômago deu 3 voltas, o coração parece saltar e nunca mais voltar, talvez tenha decidido partir; às vezes há abrigos melhores que o teu próprio peito para o alojar; por vezes precisa de se sentir completo, não lhe chegam as borboletas, os arrepios e ânsia que sentes, por vezes simplesmente vai à vida dele.
Estas coisas do coração têm muito que se lhe diga, mas tão pouco que se escreva. Não se escreve nem descreve o que é a paixão, o amor, a tristeza; há dores que não se traduzem, sabes que estão lá, és capaz de as sentir mais que qualquer dor “real”. Não é uma nódoa negra, um arranhão, não passa em dois ou três dias e o problema é que nem a vês, não sabes quando passará, nem sabes sequer se vai passar.

As borboletas voaram com o vento que se faz sentir lá fora e que ajuda a combater o calor, talvez tenham ficado moribundas e a deambular pelas ruas de Lisboa, de Santarém, do Porto ou no sotavento algarvio, lá está-se melhor. Enquanto elas ficam perdidas, sabes perfeitamente onde encontrar o teu coração, só não sabes se estarás preparado para o reencontro, custa mais reencontrar um amor que nos abandonou e onde temos de nos recuperar do que deixar ir um amor que acabou. São escolhas, opções, e enquanto puderes evitar o teu coração vais fazê-lo. Ele fica lá, longe, com as borboletas. Um dia, talvez volte, são e salvo, apto para a vida real, um dia ele vai ser capaz de descolar do coração de alguém e voltar a viver por si só; tu esperas, não tens outra solução, enquanto ele parecer um barco à deriva ou amarrado num cais nenhum raio de sol o salvará das tempestades que tem de ultrapassar. Não há borboletas que o apaziguem. Não há borboletas. Não há coração. Ou melhor, há! mas adormeceram no peito de outrem.

E o amor, ah esse maldito, tanta vezes sentido, tantas vezes descrito… tantas vezes. Mais cedo ou mais tarde, noutra forma, de outra maneira ele voltará. Nem sempre tão intenso, outras com maior intensidade, há amores e amores, paixões e paixões. Dizem que as paixões têm um certo tempo, vêm com prazo de validade e só são consumidas depois do prazo se lhes derem o amor, se as alimentarem. Talvez seja este o sentido do amor: primeiro um turbilhão avassalador de emoções, depois a calmaria. Nem todos o percebem, alguns desistem ao primeiro dilema, não perduram o prazo de validade, não o enriquecem. Esta coisa de dizer “amo-te” é muito bonita, traz borboletas e palpita o coração, mas se não for alimentada, resolvida, saciada acabará por morrer com a paixão, e então amamos todos 6 meses porque consumir depois de findada a validade poderá trazer complicações para o estômago e adversidades para o resto do corpo.

“Fraquinhos!”, dizem eles, os que desistem sem dar tudo o que têm e reencontrarem as borboletas já do outro lado do mundo com o olhar ternurento com que olharam pela a primeira vez para aquela pessoa. Há pessoas e pessoas, sentimentos e sentimentos… uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Olho para os meus avós, para os meus pais e para os senhores já de alguma idade enamorados num banco de jardim. Nunca desistiram, apaixonaram-se e desapaixonaram-se vezes sem conta, deram a volta ao mundo um pelo outro, moveram vales e montanhas: ah o amor esse maldito que nos faz dar tudo ou nada.

Haverá ainda amores como os de antigamente? As borboletas chegaram na primavera e parecem já se irem embora, ficarão as flores, os pássaros ou tudo voará como as folhas de outono desgastadas pelos banhos de verão?

Há paixões e paixões, o amor é o que fica depois, se se quiser que haja um depois…

domingo, 5 de abril de 2015

Até onde somos Charlie?

“A minha liberdade termina onde começa a dos outros” foi esta a máxima que sempre me instituíram desde pequena, e que fez ainda mais sentido quando me tornei jornalista. Porém, como tudo na vida, nada é tão simples e linear, a própria palavra “liberdade” é em si demasiado complexa e pode acarretar consequências graves em qualquer nação, seja ela de que regime político ou religião se fizer padecer.
No início do ano o mundo assistiu ao massacre do jornal francês Charlie Hebdo, e esse mesmo mundo uniu-se contra a violência, contra a limitação da liberdade, contra o terrorismo. 12 pessoas morreram, 10 eram jornalistas do mesmo jornal que foi vítima de um repugnante acto de violência. “Je suis Charlie” de norte a sul do país, de um pólo ao outro, todos os hemisférios unidos por um mundo melhor… eu fui Charlie, ainda hoje o sou, não apenas por solidariedade, mas porque a morte de inocentes em detrimento de máximas que se adquirem me faz alguma confusão, quando morremos porque chegou a nossa hora pode ser doloroso, quando morremos porque alguém quis agradar a um Deus, a um ditador, a uma ideologia, desculpem-me, mas não consigo entender… mas ser Charlie não foi só a quando do chacina em Paris, afinal o que define ser ou não ser Charlie? Somos Charlie porquê? E os fundamentos que tínhamos nessa altura surgiram e emergiram ao mesmo tempo? E os restantes massacres no mundo? Os que são e que não são documentados?
São pelo menos 147 os estudantes mortos no Quénia, as televisões noticiaram “ao de leve”, o digital tem uma ou outra coisa, mas são as estações internacionais que dão conta da ocorrência… as redes sociais… ora essas fecharam os olhos e deixaram de ser Charlie, e porquê?
Não seriam estes estudantes tão humanos como os jornalistas do Charlie Hebdo, ou o facto de se matarem jornalistas torna-se um acontecimento mundial com maiores repercussões que se matarem estudantes?
Vidas, destroem-se vidas, futuros e arrasam-se famílias. É disto que falamos, da morte sangrenta de vidas que estavam em paz até serem sequestradas e deixarem de ver a luz. E os “Charlies” onde estão eles? Ou só se é Charlie se estiverem implícito intervir com a liberdade? Não será o fim de uma vida, o fim à sua liberdade?
Enquanto as liberdades de cada um não forem respeitadas, enquanto mundo não para de achar que “O meu Deus é melhor que o teu” e matar por isso, enquanto a consciência e humanização não se sobrepuser a ideologias que derramem sangue: “Je suis Charlie”, mas um Charlie com os olhos postos no mundo.


#jesuischarliecomolhosnomundo

sábado, 7 de março de 2015

Justiça e democracia (ou a falta dela)

Ouvi há dias que a Justiça funciona como o “muro de lamentações da sociedade moderna”, citação do francês Antoine Garapon. Mas afinal o que raio é esta coisa da justiça? Ao que parece, segundo percebi nos últimos tempos, ninguém sabe o que é a justiça, mas todos enchem o peito para dizer que isto ou aquilo “é justo” e que se “houvesse justiça (…)”, e afinal o que pensam eles que é a justiça num país que não sabe o que é a democracia e se mostra infiel ao seus direitos e deveres e, que ainda, aplaude a ditadura de Salazar, se este voltasse tudo seria diferente, para melhor: ora ou não viveram na época, ou se esqueceram do que foi a ditadura em Portugal, ou há toda uma mente deturpada.
O conceito de desresponsabilização é algo extraordinário, não queremos que as máquinas nos substituam e “não somos robôs porque temos sentimentos”, mas quanto menos pensarmos e alienarmos a massa cinzenta melhor.
Para que se quer uma massa cinzenta se quando a usamos é para aplaudir o senhor que está no detector de mentiras n’A Tarde é Sua, ou para dizer “Porra! Que o Correio da Manha é só desgraças!”; ligamos o cérebro num modo “vegetal” em que o corpo reage mas o cérebro faz um esforço para desreagir (se é que a palavra existe). Numa sociedade, sem conceitos, pensamentos pouco autónomos e crenças desfasadas, quanto maior a desgraça mais se aponta o dedo, mais se julga sem saber o que é julgar; a falta de autonomia, autocontrolo, autoconfiança, faz de nós aquilo que não queremos ser: bonecos/robôs; perdemos o que é auto, perdemo-nos a nós, cidadãos do mundo, quando o mundo está ao nosso dispor e não o conhecemos.
Mas voltemos ao importante… Justiça: tem a sua origem no termo latino iustitĭa e refere-se a uma das quatro virtudes cardeais, aquela que é uma constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido; aquilo que se deve fazer de acordo com o direito, a razão e a equidade ou, por outro lado, o poder judicial e o castigo público. E se é o castigo público julgamos na praça pública, perder tempo em tribunais numa sociedade sem tempo é angustiante…pensamos nós.
Esta coisa da Justiça, segundo consta, nasce com a Democracia (do grego demo= povo e cracia=governo, ou seja, governo do povo) dá-me ideia, assim por alto e sem estudar muito, que se é um regime do povo e para o povo teríamos um regime justo e saberíamos que a justiça faz parte dele, contudo não sabemos o que é a justiça, como não se sabe quais são os nossos direitos, deveres e os organismos que estão ao nosso dispor.
Em pleno século XXI, numa sociedade altamente moderna, numa rede globalmente ligada aos quatro cantos do mundo e cheia de oportunidades, meios e saberes, custa-me, a mim, mais enquanto jovem, do que enquanto humana, que não se saiba fazer uma pesquisa sobre justiça, ou até mesmo sobre o Estado, governo e a actualidade do país e do mundo, mas que percamos tempo a pesquisar quem foi o mais votado na Casa dos Segredos e que lhes continuem a dar audiência: não é apenas triste que uma sociedade com tudo se desfaça em nada; é penoso ver uma jovem identidade e cultura humana desperdiçar-se.

Faça-se justiça, e que se abra em praça pública o debate, ou que se debata internamente as questões da democracia e justiça… assim parece-me justo!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Cá te espero... com saudades

É quando vemos partir quem mais gostamos que o coração aperta. Não, não estou a falar de um ente querido que parte para outro mundo, mas de quem parte em busca de novas oportunidades e à descoberta do mundo.

Falamos há anos daquilo que nos atormenta, dos objectivos e sonhos que temos e do que fazer para os alcançar num país esgotado… mas será que teremos todos a coragem de arriscar? Fazer as malas, deixar a família e os amigos para trás? A cultura, o nosso sol de inverno e os passeios à beira-mar ou na baixa mais acolhedora da Europa… seremos capazes de largar tudo e viver de Skype, WhatsApp e Facebook para nos aproximarmos de quem deixámos a milhares de quilómetros de distância? Será ousadia, coragem, desespero ou o pensamento no futuro e numa vida melhor para quem um dia virá ao mundo… o que (n)os move afinal?

Quem fica conta os dias, faz contas aos fusos horários, fixa o Skype à espera que do outro lado alguém fique online para uma chamada, aguarda respostas com horas e dias de atraso no WhatsApp e desespera por um simples “Like” numa foto como quem diz “ainda não me esqueci de ti”.

E será que algum dia alguém se esquece? Eles esquecem-se ou nós esquecemo-nos? Esquecerão eles a palavra mais portuguesa de todas e que só existe no nosso dicionário, formularão frases para dizer que sentem saudades quando a palavra “saudade” já fala sozinha? Será que algum dia se esquecem do Cozido à Portuguesa, do Bacalhau e do Arroz Doce?

Um dia, é provável que a dor e a saudade acalmem, não pelo esquecimento, mas por nos conformarmos que escolheram o melhor caminho, um caminho com futuro e que partiram à conquista de sonhos … e assim “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”, já dizia o poeta.

São demasiados anos a entrar no Aeroporto da Portela e a vê-los partir de coração nas mãos… conheço demasiado bem as chegadas e vejo nelas o sorriso de quem chega cheio de histórias para contar e se lembra que a saudade existe, mas acabará por se matar num abraço, em vez de mezinhas e sem estar online…agora é real.

Até um dia ou até ao próximo mês, nunca se sabe, nunca saberemos.


Cá te espero, como sempre vos esperei.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

«Não é parar que é morrer; é ir andando»

«Não é parar que é morrer; é ir andando».

E assim terminava o livro. Não era uma lição de vida, não era mais uma locução sem sentido e descabida, nem era uma frase feita daquelas que eu odeio. Era a expressão. No final de um livro sem sentido, chato, onde basta ler o início e fim de cada capítulo para saber o conteúdo, no final havia algo.

Não vamos andando… andamos até à paragem do autocarro, caminhamos até ao café, vagueamos até ao trabalho… a vida não vai andando, a vida corre e quando nos apercebemos não fizemos nada porque a vida escorrega. «A vida são dois dias», já dizia a sabedoria popular, o dia em que se vem ao mundo e o dia em que o deixamos, e o importante é o que fazemos entre um dia e outro.

Não vamos andando, a vida não vai andando: foge-nos; e quando dermos por ela já terminou e não realizámos sonhos, nem atingimos objectivos. Não há quem possa brincar com a nossa vida: brincamos nós. E a brincar, a brincar o tempo passa e não podemos ir andando.

A vida não é para ir andando, ela não vai andando: ou corre no supra-sumo de um escorrega de uma vida loucamente vivida e provida daquilo a que chamamos “vida", ou pára e se assim for venham de lá todos os anjinhos para nos guiar para o outro lado (se é que existe um outro lado).

Não é fácil viver, mas não dará mais trabalho que tudo nos escorregue pelas mãos como a água da chuva que cai lá fora e quando a quisermos agarrar o tempo já tenha terminado? Dá trabalho viver, mas foi para isso que nos meteram no mundo; mesmo que seja um mundo cruel é a vida, e tem de ser vivida!

Dá trabalho viver, mas o ir andando mata mais depressa do que parar, consome-nos, tortura-nos, desvaloriza-nos e acaba por nos tirar o ar. O ir andando é estar na corda bamba, uma corda que arrebenta mais depressa que as outras. Não é para ir andando que respiramos, mas para viver, e se é para viver que seja à grande e à portuguesa: ri, chora, ama, sonha, erra, luta, acredita, beija, mas vive!

O mundo é um lugar tão divertido (e essa diversão só pode ser feita por nós), que se pararmos perdemos a montanha russa das emoções, perdemos a vida (seja lá o que isso for).


«Não é parar que é morrer; é ir andando».

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Hoje pensei em escrever a nossa história


Hoje pensei em escrever a nossa história e talvez isso me acalmasse o coração, talvez a corrente do rio que teimo em travar dentro de mim parasse, talvez o mundo parecesse melhor, talvez olhasse para trás e tudo fizesse sentido. Não faz.


Não há sentido numa partida que não se deseja. Não há sentido nas promessas quebradas, muito menos sentido existe num coração que deixou de o ser. E tudo o vento levou, ou levaste tu e deixaste-me despojada de vida.

Hoje pensei em escrever a história de um amor; mas depois pensei: qual amor? Um amor não acaba num pestanejar de olhos, não acaba porque o relógio pára, porque o café amarga, não acaba porque chove lá fora, não acaba porque sim… um amor não acaba. A paixão sim, um amor não. 

Não há promessas e bons momentos que paguem o presente. “O passado fica lá atrás” não é o que se costuma dizer? E se o passado for ainda o presente?

Hoje pensei em escrever uma história. Mas a recordação do sorriso estupido que sempre trazias vestido é o pior dos antídotos para uma mulher seguir a sua vida. 

De recordações não se escreve a historia, dos fracos não reza a lenda, e entre letras, palavras e exaustão de frases é aqui que me apercebo…não há narrativas que valham a pena.

“Foste a maneira mais bonita de errar” mas há erros que não valem a pena. Se um dia voltares, se abrires aquela porta, traz-me contigo, traz-me de volta… talvez aí eu escreva uma história...ou talvez seja tarde demais.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Emoções positivas fazem bem à saúde

É comum ouvir dizer que “coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”, mas será mesmo assim? Estudos recentes nas áreas da psicologia e neurologia demonstram que as emoções positivas têm um forte impacto na saúde. Alguns estudos apontam mesmo para a redução do risco de doenças cardiovasculares, como a hipertensão e o colesterol elevado.

A produção de oxitocina, conhecida como a hormona do amor e da felicidade, juntamente com a serotonina actuam sobre o organismo, deixando a pessoa mais feliz e menos propensa a patologias como a depressão e problemas cardiovasculares.

A gratidão, a generosidade ou a solidariedade, por exemplo, quando se ajuda alguém ou se integra um programa de voluntariado, fazem bem não só ao espírito como ao corpo. Além de fortalecerem o sistema imunitário, são ainda um poderoso antídoto contra a dor e o stresse.

Tudo acontece muito rapidamente: Cada pensamento gera uma emoção, essa emoção produz uma reacção bioquímica, que se manifesta no corpo, atuando de forma benéfica. Resultado o sistema nervoso, gástrico e todo o organismo agradecem.

Estima-se que as pessoas que cultivam emoções positivas têm menos 50% risco de contrair doenças.

Compreende-se agora que o bem-estar psicológico e emocional fazem parte de um estilo de vida saudável.

Como define a Organização Mundial da Saúde, o conceito de saúde é: "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de doença".

terça-feira, 14 de maio de 2013

Entre a vida e a morte

E se um dia, numa altura fulcral da nossa vida nos dessem um segundo apenas para escolher entre a vida e a morte? Se não houvesse tempo para pensar no certo e errado, no bem e no mal, no melhor e no pior, no amor e no ódio, na vida e na morte? Se num piscar de olhos o mundo avançasse mais rápido do que é suposto e não houvesse tempo para pensar em nada, o que faríamos?Por mais que tente parar, enquanto há tempo, e pensar, as respostas falham-me no meio das mil e uma questões que se amontoam. Tanta pergunta se resposta, tanto pensamento, tantos sentimentos. 

O cérebro paralisa. 

Foi assim que te sentiste, com uma criança ainda por nascer dentro de ti e teres de escolher no último segundo entre a vida e a morte de um, depois do esforço e do cansaço de uma noite de tentativas de parto. 
A angústia, o desespero, o medo da vida e da morte, o pânico, o pavor, o ódio pela falta de respostas e o amor por um coração que bate lá dentro e quer sair para te ver sorrir ainda! 

Coragem. 

Faz parte do teu nome, sem qualquer sombra de dúvida cada inspiração tua traz coragem e cada expiração faz de ti mais guerreira. 

Entre a vida e a morte escolheste a vida: dos dois!

Por mais que te puxassem para o outro lado, o amor de uma vida puxava-te para um coração exaltante por ter nos braços o primeiro filho. 
Não me lembro, mas gostava de o fazer; de me lembrar do teu primeiro sorriso para mim, tal como me lembro da conversa que já tivemos sobre eu vir ao mundo. Tão desejado e tão amaldiçoado. 
No fundo tu sabias, eu ia nascer guerreira como tu, querias isso por mais que a vida te custasse, tu querias ensinar-me, mesmo quando ainda só ouvias o bater do meu coração, que há que lutar por tudo aquilo que mais queremos, com que sonhamos e que mais amamos independentemente das mil vezes que temos de cair e das provas todas que temos de superar. 

Amor.

No céu as estrelas mais brilhantes acompanham-nos e olham-nos lá de cima: a nossa maior força; na terra somos acompanhadas desde o primeiro segundo em que quiseste mostrar a tua força pelas pessoas que mais nos amam mesmo quando estamos a morrer e nos agarram a mão quando já estamos moribundas e senti-mos: eu consigo outra vez. 

- A ti, minha força da Natureza, que sempre te vi lutar e que sempre me ensinaste a ir à guerra desde sempre, Mãe: Obrigado

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Massagem: a importância do toque


A massagem é uma das formas mais antigas de terapia manual paliativa. O toque terapêutico e pequenas pressões são importantes não somente para os adultos, mas também para o desenvolvimento saudável dos lactentes e das crianças. 


 A massagem terapêutica é uma massagem realizada apenas com o recurso à utilização das mãos do terapeuta, excluindo todo e qualquer tipo de máquina ou aparelho. É uma terapia que actua ao nível do sistema músculo-esquelético do corpo, concentrando-se principalmente na coluna e nos seus efeitos sobre o sistema nervoso.

Vera Mascarenhas, terapeuta, passou pelo programa Viva Saúde da RTP África para dar o seu contributo sobre a importância da massagem na vida de uma pessoa. A massagem é uma forma excelente para relaxar o corpo e a mente e proporcionar alívio para o stress e tensões diárias, bem como para aliviar dores e tensões musculares diversas. Também ajuda a restaurar a sensação de calma e equilíbrio após qualquer choque ou trauma. Para a terapeuta a massagem «é tudo o que conseguimos fazer com as mãos no corpo», sendo algo que nos alivia na dor e tensão.
A massagem terapêutica tem inúmeras variedades que tratam determinados problemas. Os benefícios da massagem terapêutica podem ser a nível dos músculos, dos ossos, do sistema nervoso, da pele, do sistema circulatório e linfático, entre outros. São inúmeros os problemas que se conseguem resolver com a massagem, desde problemas os musculares até aos emocionais, depressões e até problemas gástricos, contudo Vera sublinha que na medicina chinesa «não há doenças, mas desequilíbrios e que a massagem é método auxiliar para consertar os desequilíbrios».

O toque terapêutico e pequenas pressões são importantes não somente para os adultos, mas também para o desenvolvimento saudável dos lactentes e das crianças.
«O toque é muito importante e é fundamental entre terapeuta e paciente», acentua terapeuta. A nível abdominal o toque faz toda a diferença, tem que se saber onde tocar e como, mas o alivio é quase imediato.
Em qualquer área da saúde há vantagens e desvantagens e a massagem terapêutica não foge à regra, «mas são mais as vantagens», segundo a terapeuta. Contudo em algumas pessoas com doenças crónicas é preciso realizar a massagem de forma cuidada, «não se realiza uma massagem terapêutica a uma criança, um adulto e um idoso». A massagem é importante até em crianças, e é fundamental ensinar aos pais essa importância para que a criança adquira esse conhecimento desde cedo. As crianças são mais receptíveis que os adultos, ainda que sejam os primeiros a ficarem doentes.
A massagem é fundamental, uma ou duas vezes por mês é fundamental, seja uma massagem de relaxamento ou terapêutica, ainda que a preferencial seja a terapêutica, visto que a massagem de relaxamento são apenas «festinhas» e não activam a circulação sanguínea.

A massagem terapêutica «limpa» a pessoa e o «poder da mão muda tudo», de acordo com a terapeuta.
A massagem tem impacto no nosso estado emocional e o «primeiro toque vai alterar o nosso estado de espírito», porque a pele é um órgão sensorial.

Este tipo de massagem pode complementar-se com acupunctura e a fitoterapia.

terça-feira, 26 de março de 2013

Blogues de moda ou calúnias e futilidades?

Há um mundo à parte na Internet  um mundo que se abre a cada clique, um mundo que está a ser ‘atacado’ pela epidemia dos blogues, e se antes ser blogger significava ter um espaço de livre pensamento onde se debitavam palavras que ficavam presas dentro de cada um, agora, nos dias de hoje, em pleno século XXI, ano de 2013, ser blogger é ter um blogue de moda.

Quando comecei a escrever um blogue, com os meus 16/17 anos, fi-lo com intenção de partilhar com o mundo, mesmo que o mundo não estivesse interessado, os meus míseros textos que mesmo sem qualquer significado: eram meus e criei um espaço onde os ter ‘arrumados’.

Hoje quando acedo às páginas de agregação de blogues, perderam-se os de escrita, os blogues pessoais que mostravam as pessoas e onde se arrumavam ideias até os blogues de fãs estão a desaparecer, agora arrumam moda, looks, sapatos, cabelos e afins.

Se alguém se atirar de uma ponte, vamos fazer disso moda e atirar-nos todos? Há modas e modas, umas que sobrevivem mais que outras, mas esta da epidemia de meninas e meninos bem vestidos a fazerem de conta que são classe alta e que têm conta bancária recheada é exageradamente desagradável, visto que muitos apenas querem estar na boca do mundo, estar in, aparecerem aqui e ali, fazerem de conta que são mais que outros, quando na verdade são menos. Enchem o armário de peças que depois de usarem uma ou duas vezes para fazer um ‘outfit’ põe-na à venda e há quem as compre, mas nunca chegam é a ver a peça chegar a casa.

Além disto, há neste grupo de bloggers uma coisa que me faz realmente confusão: porque é que há grupos e mais grupos nas redes sociais onde conversam, encontros para ver quem tem a melhor fatiota e está mais na moda dos USA, e no entanto, há todo um conjunto de intrigas e mexericos nestes amiguinhos que tanto querem estar in. Ora não se poderia usar o cérebro para fazer algo melhor do que ter um blogue de moda? Há um mundo tão vasto lá fora, mas continuam todos a querer ser fotocópias uns dos outros, depois ainda há os que ficam admirados quando os intitulam de ‘fúteis’, ora grande são os estilistas e designers que criam e recriam colecções a cada estação, não este tipo de indivíduos que se acha o máximo e que pensa que são donos e senhores da moda.

Não é uma nova cultura ou ideal de blogues que chegou, é uma nova mentalidade, boa ou má, que se está a dividir a blogosfera e pior, a fazer com que os bloggers de moda se achem donos e senhor do mundo da Internet menosprezando e passando por cima de outros escritores de espaços abertos na internet.


- Não estou com isto  a menosprezar os blogues de moda, mas acho que para ser o ‘cool’ da blogosfera não se tem de ter um blogue de moda e fazer de conta que temos as melhores marcas e que percebemos de moda. A moda é um conceito abstracto e que depende da cultura, educação e personalidade de cada um.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

«Grândola, Vila Morena» está na moda


«Grândola, Vila Morena» está na moda! Depois de ter sido o hino da Revolução dos Cravos a 25 de Abril de 1974, a canção nunca saiu de moda e parece ganhar agora novo folgo. Será o motivo principal a crise europeia? Talvez, mas a verdade é que há para todos os gostos.

Ora vejam...

A versão do Zeca (original):


Versão de Amália Rodrigues (Fado):


Versão rock:


Versão  Pop/world music de Sara Tavares:

Versão espanhola:



Agora é só escolher a que mais agrada.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Cegueira integral da alma

O despertador toca, eu refugio-me nos lençóis de flanela, não me apetece sair, não me apetece enfrentar o nevoeiro nem o frio das manhãs de Inverno que me deixam ainda mais sonolenta. 
O despertador toca: atiro-o! Desprezo-o por completo. Até que tenho de me erguer no meio da escuridão do meu quarto, como um anjo que se levanta no meio das trevas já quase derrotado. 
Ponho um pé, depois o outro. Lavo a cara, saio de casa. 

(Merda não tenho as asas que me podiam ajudar a aprumar.) 

Tento abster-me, desistir, prefiro ficar, mas no último momento em que tento ignorar o mundo e voltar para a minha sinistra realidade em que sou mais do que consigo, o despertador toca só mais uma vez e sou coagida a ir. 

Inicío mais uma viagem. 

O milagre acontece: saio de casa. O frio congela-me as pálpebras, sinto-me cega pelo caminho todo que tenho de percorrer, provavelmente terei uma doença rara, ou pelo menos pouco homologada por parte de quem a vive; uma cegueira visual que vai para além da miopia e do estigmatismo, que vai alem do cérebro, embargando o meu coração, esse meu pobre coração. Cegueira integral da alma. 
As pálpebras não obedecem ao pensamento, o coração não acompanha a respiração, ainda respiro eu? Talvez não, mas movo-me. Vagueio. Movo-me como fantasma no seu funeral que não consegue decifrar o porquê de todos o tentarem empunhar e de ninguém conseguir cessar de gemer por si, sobre o seu corpo.
Então saio desfigurada como esse fantasma; confusa por uma rua que me seria vulgar, mas que nada me diz, não conheço, desconheço, não sinto, melindro; caminho sem fim, invado-me do mundo por ruas sem fins, sem vista, sem mim, sem o reconhecimento da vida, coma parcial da vida, a cegueira integral da alma. 

Sou como quem respira e não sabe para o que vivo. 
Sou como quem tenta exprimir e não consegue. 
Sou como quem quer sentir e não deixam. 
Sou como quem quer voar e nunca teve asas, nunca o fez, mas sempre o desejou… em vão. 

 Não sinto, não conheço, não vivo.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Chamadas de valor acrescentado pagam ordenados

2013 é um ano confuso e complicado para os televisões nacionais, quer sejam privadas ou publicas ou que passem de publicas a privadas. A crise que o país atravessa deixa cada vez mais a desejar ao serviço público, aos programas de entretenimento, às séries e a toda uma pobre programação que os canais de Portugal tentam dar ao seu público. 

A informação é monopolizada, chegamos à parte em que ou se diz o que os grandes senhores donos de Portugal e das estações querem ou « a porta da casa é a serventia da rua» e há quem precise de trabalho, sim trabalho! Porque um emprego tem contrato e regalias em vez de recibos verdes e pagamentos pela «porta do cavalo» onde se foge à segurança social e ao fisco e quando se põe «o pé na argola» lá se fica sem trabalho. 
As redacções estão cheias de estagiários, não remunerados e/ou pessimamente pagos, os programas que estavam no ar em 2012 podem não vir a estar no ar este ano, os jornalistas não sabem o futuro, os investidores sabem que não financiam mais porque primeiro estão as suas empresas e a sua boa vida, pois quando o rabo está apertado à que fugir à pressa. 
Então qual a solução para que as estações televisivas, os jornais e toda a comunicação social continue a produzir, como pagar aos funcionários? É fácil, é simples, e pouca gente nota: as chamadas telefónicas de valor acrescentado são a solução. 
Quando se vota no concorrente de um concurso em qualquer programa o valor que sai do saldo do nosso telemóvel vai para os bolsos dos outros. 
Ora se ligássemos para a SIC na altura em que «davam» carros, o valor da chamada servia não só para pagar os carros mas ainda para os subsídios dos funcionários da estação. Mas se votássemos na Casa dos Segredos da TVI o valor da chamada fazia parte do prémio do grande vencedor, do dinheiro amealhado ao descobrirem os segredos dos outros concorrentes e ainda dava ordenado à Teresa Guilherme e ao resto da equipa… com jeitinho ainda dava para pagar outros ordenados que nada tinham a ver com o programa. 
É este o desenho de um país afundado, é a crise e as aldrabices dos senhores que mandam e desmandam em Portugal e no que dizemos. Na escola aprendemos que a censura condicionou a cultura nacional e que falta de liberdade de expressão limitou o pensamento português, mas isso não acabou tudo em 1974 com a Revolução dos Cravos? Parece que não, afinal como se diz em inglês «a penny for your thoughts», ou seja, cada pensamento tem um valor e é esse valor que tentam na actualidade injectar nas contas de todos os que os querem libertar. 

«Ganhe um carro para nós calarmos o mundo» será este o próximo slogan de uma das nossas estações? Continuaram elas a «leiloar» carros enquanto enchem os bolsos que pagam aos funcionários e que calam o mundo? E que mundo é este que se deixa subornar?

É o mundo da crise em que só sobrevive quem tem dinheiro, e esse só os grandes senhores, com os grandes esquemas, conseguem governar.

Desabafos

Ás vezes é mais complicado do que se pensa querer dizer algo quando sabemos que não é bem recebido, quando supomos as reacções e sabemos que meia-dúzia de frases vão ser desprezadas e que cada palavra será ignorada por simples teimosia e rancor ainda guardados. Noutros tempos não era assim, e o mal poderá ter sido o tempo passar demasiado depressa sem que se pudesse parar pelo menos umas horas para que alguém ou algo se perceba. Outras vezes é por o tempo andar tão devagar que não consegui-mos alcançar o que queremos por mais que a gente corra. Faz parte daquilo a que chamam Vida não será? Andar a velocidade que o tempo quer. 
Vida: jogo das escondidas com o tempo e com os sentimentos. Encontras melhor definição? Eu não.
E talvez não encontre porque cada vez me parece mais óbvio que nos deixamos controlar por ela em vez de sermos nós a controla-la, ou até porque passado tanto tempo (e a palavra tanto pode apenas ser um eufemismo ou então muito mais que isso dependendo da perspectiva que cada um de nós decide escolher, provavelmente a tua não será a mesma que a minha). 
Mas o que se pode fazer se não deixar-mos que as coisas continuem avançando com a corrente que o mar nos traz; umas vezes as coisas aproximam-se, outras afastam-se; umas vezes queremos nadar até ao fim, mas a corrente não deixa, outras queremos estar estagnados e a corrente leva-nos para um rumo desconhecido. 
“Andamos ao sabor do vento”, como diria a minha avó se eu lhe mostrasse o texto. Eu ando mais ao sabor da chuva, das marés, sou Peixes e provavelmente isso diz tudo. Não sou do tipo de ficar sentada, mas também me canso rapidamente, não desisto, mas também não luto sozinha, não acredito em contos de fadas, mas ainda acredito que os grandes e verdadeiros amores que nascem do fundo do coração…podem vencer. 


 Basta um sorriso, um olhar.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Músicas para o fim do mundo: 21/12/12

Se na véspera do fim do mundo, já estava o «caos» instalado, em dia de fim do mundo olha-se para o céu e pensa-se quando cairá algo nas nossas cabeças, ou então simplesmente damos por nós a rirmo-nos como se não houvesse amanhã (nunca esta expressão teve tanto sentido), mas afinal parece que amanhã ainda há mundo. 

Aqui fica a lista de 10 músicas para o fim do mundo.


 R.E.M. – It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine) 



 Metallica – The Four Horsemen 



 Muse – Apocalypse Please 



 Rolling Stones – Gimme Shelter 



 Tom Waits - The Earth Died Screaming 



 CPM 22 – Um Minuto para o Fim do Mundo



The Doors – The End



 Roberto Carlos - Apocalipse 



 Raul Seixas – O Dia em que a Terra Parou 



 Paula Toller e Sandy - E o Mundo Não se Acabou



E já agora...
...algumas imagens






quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Gangnam loucura style



PSY pôs o mundo a dançar os seus passos à cowboy o e já é o vídeo mais visto do Youtube, deixando Justin Bieber para trás.





Chegou em Julho e inseriu a sua dança à cowboy, primeiro na Ásia, depois no resto do mundo. Em poucos meses, «Gangnam Style» do sul-coreano PSY conseguiu ultrapassar «Baby» de Justin Bieber, que a cada hora que passa arrecada mais visualizações. Contribui agora com mais uma e já está com 983.116.803 visualizações. 



O vídeo começou a sua conquista na Ásia, espalhando-se depois pelos Estados Unidos e Europa. Segundo referiu o «trends manager» do Youtube ao LA Times, 70% das visualizações deste serviço de «vídeo on demand» vêm de fora dos Estados Unidos. 
PSY, cuja carreira é agora gerida pelo manager de Justin Bieber (Scooter Braun), já teve o privilégio de partilhar palco com Madonna e ainda fez a dança do cowboy para o compatriota Ban-Ki Moon, secretário-geral das Nações Unidas, e até para Barack Obama. 


Em homenagem à loucura gangnam, o Youtube teve no início da semana o logo do canal com PSY ao lado. 




Mas não ficamos por aqui... as discotecas fazem deste um hino das noites, há remixes para todos os gostos, imagens espalhadas por todo o mundo que fazem com que PSY e o seu estilo continuem a correr os quatro cantos do mundo e até o sósia de Obama fez o vídeo.




 «Gangnam Style» ganhou um prémio da MTV para Melhor Teledisco, nos últimos MTV European Music Awards.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

SMS: 20 anos depois…



Neil Papworth nunca imaginou que seria o primeiro a enviar a primeira mensagem, muito menos que esta viria a ser um dos principais meios de comunicação.



A primeira SMS (short messaging service) foi enviada há 20 anos com o texto «Bom Natal» quando Neil Papworth, recorrendo ao uso de um computador, desejou-o a Richard Jarvis que usava um telemóvel Orbitel 901 da rede Vodafone UK a 3 de Dezembro de 1992.
No início, enviar um SMS era gratuito, dada a reduzida quantidade de informação enviada num SMS: 128 caracteres, em linguagem de telemóvel são 128 bytes, o que não chega sequer para iniciar uma conversa de voz.
20 anos depois, apenas 20 anos, as SMS são o serviço mais banal que existe, digamos que uma evolução dos antigos ‘toques’. Antes dava-se um ‘toque’ para dizer que se chegou a algum lado, que recebemos isto ou aquilo, que estávamos à espera ou apenas «liga-me». Hoje em dia, as SMS tomaram esse lugar: «Liga-me», «já cheguei», «desce», «já recebi isto ou aquilo» deverão ser as mensagens mais vulgares e que banalizam tal serviço. Chega a ser tão banal e ao mesmo tempo tão habitual que quando não aparecem no visor do telemóvel é porque algo se passa, e ficar-se sem os tarifários de mensagens gratuitas e pagar 15 ou 20 cêntimos por cada uma é algo, nos dias que correm, impensável.
No ano passado, enviaram-se quase 8 biliões de SMS e este ano deveremos chegar perto dos 10 biliões, a um ritmo global que ronda os 6 mil milhões de mensagens enviadas por dia.
Isto acontece, não só pelo comodismo, mas também porque uma mensagem, ao contrário de uma conversa de voz, pode ser enviada em qualquer lado sem se fazer barulho e sem ninguém dar conta.

Há 20 anos atrás se a primeira mensagem tivesse sido portuguesa o texto seria «liga-me, estou sem saldo». 

E se de repente, o mundo das SMS gratuitas terminasse?

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Já vivemos vales e montanhas

Hoje o dia acordou cinzento, por mais que eu pusesse o sorriso que não posso perder, continuava cinzento, como eu, como se o sol so aparecesse se eu sorrisse e a escassa vontade que havia deixava o sol longe desta menina que é Lisboa. Entre os Arroios o Oriente fui passando e vendo todas as gentes, os freaks, os punks, os mitras, os betos… os milhares de betos que agora abundam e lembrei-me que um dia olhei para uma pequenina menina emo-punk com 3 pontinhos no canto do olho e apaixonei-me, os seus textos eram perfeitos, as suas palavras ardiam-me por dentro de tanto em comum que havia, a extravagancia da vida era a mesma, sorrisos e lágrimas sempre sinceras sem a preocupação do mundo que olham além. Vi essa pequena menina maior que eu crescer, ainda mais, vi-a tornar-se numa freak fritada como eu, numa freak beta, a minha loira que agora esta novamente morena e que dizia que eu era como uma borboleta que voava sempre mais. Percorremos tantas vezes a Baixa e o Chiado, Belém e a Expo, o Macdonald’s era o nosso santuário todas as tardes, todas as noites, sempre, sempre de maquina fotográfica atrás temos pena de as fotos não terem som e ao poderem reproduzir o “Cagueto” ou o “HAN!!” que a Andy fez no desespero de por um ganxo, ou até mesmo as gargalhadas parvas que damos e as bebedeiras que apanhamos juntas… ainda me lembro quando me vinhas dar nas orelhas por causa do Jorge e assim que eu entrava no bar da escola ia direito a ti e tu dizias “Oh amor não te preocupes isso volta, é só preciso tempo”, quantas vezes me disseste que ele não me tinha esquecido, quantas vezes me disseste para eu seguir sem olhar para traz, quantas vezes te disse “eu acho que isto ou aquilo é errado” ou “Marta não te deixo ir abaixo”… Já passamos mesmo tanto neste tempo que foi passando e a faculdade chegou, exames, frequências, amizades, bebidas, saídas, amizade, noitadas, alegria, lágrima, amizade, amor… já referi amizade? SIM! Amizade acima de qualquer outra coisa. Vi aquela pequena tornar-se mulher. Cresceu. Sofreu a meu lado, viveu comigo cada problema, cada confusão e sem nunca precisar de dizer “preciso de um abraço” o abraço estava sempre lá mesmo quando os olhos inchados já mal se abriam. Lembro-me de passar dias enfiada na cama sem ver a luz do dia, escondida, e daquela pequena me vir resgatar, nunca me deixou no escuro, mostrou-me sempre a luz do dia, a luz da vida, tal como eu lhe fui fazendo.


-Este é antigo e para alguém que sempre esteve comigo :)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tic-tac

O tempo passa, os minutos escasseiam, houvesse o tic-tac constante de um relógio já parado, sem vida. Ouve-se o silêncio de uma noite escura onde o silêncio desce e os olhos se fecham, já mortos do desgaste da vida. Pensas ser mais uma, só mais uma em que o frio te gela o sangue que escorre nas veias, que o ar falta e tudo continua igual. Num impulso, saltas! Vês uma luz, pensas na mudança, na verdade, na hora em que conseguiras ter o eu nunca tiveste. Sonhas. Acreditas, queres acreditar mais uma vez e desta vez pensar que no meio da mentira, das palavras soltas em vão, existe verdade. Queres confiar, pensas que pode valer a pena, que agora é talvez um pouco diferente… enganaste-te, foi só mais uma vez no meio de tantas que já não faz diferença. Pensasse-se sempre que conhecemos alguém, confiamos-lhe segredos, desvendamos-lhe os sonhos mais ousados, acreditamos em palavras mudas e sem legenda, revelamo-nos, caímos, erramos, perdemos… 
Na verdade é nisto que consiste a tal dita “vida”, sucessões de confrontos sem nunca invadir nada, sem viver. Tentativas frustradas de se tentar ser sem conseguir, de vencer mas sempre cair, de conquistar mas sempre perder, de viver mas sempre ver a vida passar. 
O cansaço ganha sempre, veloz e arduamente vence qualquer corpo são ou demente, a fraqueza de nos sentarmos a ver o tempo passar, a vida a avançar e o ar a faltar. Tic-tac faz um relógio já cansado de marcar um tempo sem paz, sem vida, sem nada. Parou. Partiu sem se despedir do que não havia para abraçar. Parou, que descanse em paz essa pobre memória, talvez lá longe no infinito encontre o valor do que nunca teve… 

 Tic-tac.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O outro lado das princesas... ROCK!

Pensavam que já não havia mais por onde pegar na questão das princesas? Enganam-se! Depois das nossas princesas em lingerie e das princesas obesas e da morte de riso que estas duas 'formas' das meninas iam causando, chega agora uma nova 'forma' das princesas.

Já não há cá princesas cheiras de vestidinhos, todas perfeitinhas, a aprender a dançar valsa e presas na torre de um castelo à espera que o príncipe as salva... desta vez acredito que elas se salvem a si próprias.

Apresento-vos as princesas rockeiras! Aquelas que seguiam o lema «Sex, Drugs And Rock N' Roll» à risca e passam o dia a ouvir Slipknot, Metallica, Rammstein (entre outros) e que decoravam o corpo com tatuagens e piercings.

Aqui ficam elas: