Claques: da dedicação à estupidez


Não estou aqui para criticar arduamente o trabalho desempenhado pelas claques dos clubes portugueses e outros, mas antes fazer uma pequena chamada de atenção e a minha opinião, visto que ainda vigora a democracia e ainda sou livre de exercer a minha voz perante aquilo que acho ou não correcto.


São vários os acontecimentos mediáticos, ou melhor, mediatizados, que nos passam mensalmente pela vista nas televisões, sejam casos nacionais ou internacionais, a verdade é que claques e adeptos dedicam-se, por vezes em excesso, a um clube, ou a uma ideia do que é «fazer parte de uma claque».

No último jogo do Benfica-Porto, terça-feira 20 de Março, pude dar conta de que quando os meros adeptos e simpatizantes de um clube desesperam sentados num banco de estádio, porque o seu querido clube não está a ter o desempenho e resultado desejado, num dos cantos do estádio estão as claques ferranhas a gritar incessantemente pelo clube, pela equipa, por toda uma nação em que acreditam, neste caso, a «nação Benfica». Se não fossem estes senhores e algumas senhoras a incentivar a equipa, acredito que o resultado dos jogos não fosse o mesmo, a verdade é que sentado no sofá de casa ou num banco de café a ser-se «treinador de bancada» ninguém ajuda o próprio clube, apenas se gasta a voz e se bebe mais uma ou outra cervejinha.

Por outro lado, é num estádio que se da conta que a dedicação das claques é levada ao extremo e atinge a estupidez, lasers e bolas de golf, ping-pong ou isqueiros fariam falta em casa não num jogo de futebol a cair em cima dos jogadores adversários e até nos «nossos» jogadores. Vamos a ver se nos entendemos, futebol não é uma batalha campal e o estádio não é um campo de extermínio, ainda que às vezes valesse a pena exterminar um ou outro individuo. Outra das «anormalidades» cometidas pelas claques é o mítico «minuto de silêncio», se é um minuto de silêncio em que se presta homenagem a uma pessoa com importância para o país e para o desporto porque raio é que há sempre uns indivíduos que no seu canto do estádio teimam em cantar os seus cânticos? Eu ainda entendo as palmas, mas o cânticos? Vamos lá deixar de ter tão fraca inteligência e prestar realmente a homenagem que é merecida.

Um dia, tinha eu 15 anos quando pensei «vou fazer parte de uma claque»! Eu tinha algo na cabeça como respeitar o clube, os adeptos e apoiar incansavelmente a equipa até que a voz morresse e o pulmão me saltasse pela boca. Hoje os adolescentes de 15 anos quando pensam em ingressar numa claque, pensam em algo como «vou matar as outras claques, mandar umas coisas à cabeça dos jogadores adversários e acabar a noite na esquadra a ligar ao meu pai».

E depois os senhores polícias ainda vêm para a televisão dizer que «esta noite o cerco está apertado, é um jogo de alto risco, destacamos milhares de agentes....» o blá blá blá do costume, porque só o «cerco» fosse apertado metade das coisas não entrariam no estádio e eu quase não tinha saltado para cima do Hulk para lhe contar uma «bonita história».

Faz-se de um jogo, de um clube, uma guerra em que quase parecemos Nazis a exterminar judeus. E eu que achava que o nazismo já tinha passado de moda, afinal sobrevive nos estádios portugueses.


Vai-se da dedicação à estupidez; os tempos mudam, as claques também.

Jeremy grava no país mágico



Jeremy Irons está de volta a Portugal para a gravar o filme «Comboio Nocturno para Lisboa».


Depois de dezoito anos depois de ter filmado «A Casa dos Espíritos» no Alentejo, Jeremy Irons e o realizador Billie August estão de regresso a Portugal para a gravação de «Comboio Nocturno para Lisboa».

O investimento total será de oito milhões de euros, onde quatro milhões serão gastos em Lisboa, numa co-produção entre Portugal, Alemanha e Suíça.
O filme é uma adaptação de um romance do escritor suíço Pascal Mercier para contar a história de um professor de Latim de Berna que, nos anos 60, chega a Lisboa para descobrir mais sobre Amadeu de Prado, opositor ao regime ditatorial de Salazar.
O principal papel está a cargo do actor inglês Jeremy Irons. Para o actor esta é uma «história de descoberta, mistério e aventura» gravada num país que tem «qualquer coisa de muito mágico».

Irons estuda agora Salazar «Estou no processo de aprender. Acabei agora de filmar a nova adaptação de Henry IV, de Shakespeare e neste momento sei muito sobre ele. Daqui a quatro semanas saberei mais sobre Salazar», confessou o actor que agora estuda o ditador português. Para Jeremy «parte da história é sobre um homem a abrir-se, a tornar-se consciente da vida de uma forma que nunca tinha pensado antes. Por isso, Comboio Nocturno para Lisboa é uma história de descoberta, de mistério e de aventura».

As filmagens da longa-metragem, começaram a 19 de Março em Portugal e decorrem até 15 de Maio. Sabe-se lá se não nos cruzamos com Jeremy e outros actores numa das ruas da nossa mágica cidade.

Lisboa à Prova com Arte na inauguração de Manuel Caldeira



Na passada quinta-feira, 16 de Março, a Galeria João Esteves de Oliveira inaugurou a exposição do artista Manuel Caldeira intitulada «Persian Peruvian Parisia» e que está em exibição até ao dia 4 de Maio de 2012.


Manuel Caldeira (1979) inaugurou esta quinta-feira a sua exposição na Galeria João Esteves de Oliveira. Uma exposição onde o desenho ocupa o centro da produção do artista.


As obras apresentadas são especialmente motivos animais distorcidos, estilizados ou padronizados, tornando-se alguns quase abstractos.


O uso homogéneo do guache azul (vibrante e intenso em Persian Parisian) e
amarelo ténue e quase invisível em Peruvian Parisian) define os contornos regulares de cada uma das figuras compostas.


A inauguração da exposição contou ainda com a presença do Lisboa à Prova com Arte que trouxe consigo os restaurantes Casa da Comida e Supercalifragilistic, bem como a Sagres Bohemia e a ViniPortugal para que a garganta nao ficasse seca.

A inauguração contou com casa cheia, mostrando que se podem conjugar na perfeição as artes e o prazer de degustar pequenas delícias de comida dos melhores restaurantes de Lisboa.

Casa da Comida


Supercalifragilistic

A exposição está em exibição até 4 de Maio, infelizmente apenas a inauguração trouxe o melhor da capital: Lisboa a Prova com Arte.


Mais informações em:

Lisboa à Prova

Galeria João Esteves de Oliveira

David Oliveira com o Lisboa à Prova



No passado dia 3 de Março a Galeria 111 em Lisboa inaugurou a exposição individual do artista David Oliveira sobre o corpo humano e que está em exibição até ao dia 14 de Abril.



David Oliveira (1980, Lisboa) é actualmente estudante do mestrado de Anatomia Artística na faculdade de Belas Artes de Lisboa, tendo ganho o 1º prémio de escultura Jovens Criadores de Aveiro 2009, o prémio revelação D. Fernando em 2010, e sendo ainda um dos seleccionados para os Jovens Criadores de Lisboa 2011.


O trabalho do artista propõe uma inovadora forma de olhar para a arte. As suas obras em arame reflectem um pensamento plástico associado especialmente ao desenho desenho feito a lápis no papel, ocupando na realidade um espaço tridimensional.


David Oliveira propõe na Galeria 111 um ensaio sobre a representação do homem e do seu corpo, retratando personagens da sua vida.


A inauguração contou com a presença do «Lisboa à Prova com Arte», uma forma de promoção dos restaurantes premiados, pelo concurso gastronómico «Lisboa à Prova», em galerias e museus de arte contemporânea. Nesta acção estiveram presentes os restaurantes UAI! e Aura Lounge Café, a fim de fazer a degustação de pequenas delícias, e ainda a Sagres Bohemia e a ViniPortugal, patrocinadores do projecto.

A exposição está em exibição na Galeria 111 até 14 de Abril deste ano.

Mais informações e fotografias em :

David Oliveira

Galeria 111

Lisboa à Prova

«Sangue do meu Sangue» foi premiado em Miami



João Canijo recebeu mais um prémio para o seu filme «Sangue do Meu Sangue», desta vez foi o Júri do Festival de Cinema de Miami (EUA) que lhe atribiui o grande prémio.



Foi premiado com 2 prémios no Festival de San Sebastian, onde o filme teve a sua estreia mundial em Setembro do ano passado. Desde aí tem vindo aarrecadar prémios um pouco de todo o mundo.

O filme português « Sangue do meu Sangue » foi desta vez galardoado no Festival de Cinema de Miami com o Grande Prémio do Júri.

«Sangue do meu Sangue», do João Canijo, conta a história de uma familia do Bairro Padre Cruz, às portas de Lisboa, cheio de reviravoltas e tragédias que marcam a familia: Cláudia apaixona-se por um dos seus professores da faculdade, casado, e Joca, um pequeno traficante cadastrado, contrai uma dívida com um homem perigoso. Márcia e Ivete preparam-se para o pior, mas o seu amor incondicional é capaz de tudo...

O filme chegou a 5 de outubro às salas de cinema nacionais, tendo sido o mais visto no ano passado.
Este não é o primeiro prémio atribuído ao filme. «Sangue do meu Sangue» foi distinguido pelo Festival de Cinema de San Sebastian e pela Sociedade Portuguesa de Autores.

Rádio Comercial para o mau humor matinal


Rádio Comercial é uma das rádios mais bem-dispostas pela manhã e capaz de por os ouvintes a rir mesmo quando só lhes apetece chorar com o estado do país!



A Rádio Comercial foi criada em 1979, no seio da radiodifusão Portuguesa.

Logo no início dos anos 80 conquistou grandes audiências, principalmente o público mais jovem.

Desde então foram várias as alterações que aconteceram e hoje, nas suas manhãs, a Comercial, conta até com Ricardo Araújo Pereira, mais uma boa forma de começar bem o dia!

São várias as rádios que tentam incorporar a boa disposição logo pela manhã, contudo nem todas são bem sucedidas. Mas há uma excepção: a Comercial.

Pois é quem é que já não ouviu a Comercial de manhã e mesmo sonolento e com o mau humor matinal não deu uma boa risada?

Todos nós já o fizemos!

São estes os grandes programas matinais com que esta rádio nos contempla, desde as piadas sobre a actualidade até mesmo às músicas mais inimagináveis!

Rádio Comercial, especialmente à Vanda, ao Vasco Palmeirim, ao Nuno, ao Pedro e também ao Ricardinho, um grande obrigado por nos animares as manhãs e nos contemplares com aquelas ‘musiquinhas’ que tanto nos ficam no ouvido e cantarolamos todo o dia.

Rádio Comercial | Vais ver que vais gostar

Rádio Comercial | A M'nha Reforma - Vasco Palmeirim

Esperamos pelo upload no Youtube da «Música da Azia» e ainda a mini-música do filho do Nuno

Câmara Municipal de Lisboa entrega prémios a restaurantes



Foram divulgados hoje, quinta-feira 23 Fevereiro 2012, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa nos Paços do Concelho, os restaurantes vencedores da edição do Lisboa à Prova - Concurso Gastronómico 2011. Os 86 apurados para a fase final, ficaram a saber com quantos "Garfos" foram premiados nesta edição.




A sessão foi presidida pela Vereadora Graça Fonseca da Câmara Municipal de Lisboa, e contou também com a presença dos promotores institucionais AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) e ATL (Turismo de Lisboa), representados respectivamente pelo Senhor Comendador, Mário Pereira Gonçalves, Presidente da AHRESP, e pelo Dr. Duarte Calvão representando a ATL, bem como a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (Sagres Bohemia – patrocinador de referência do concurso) representada pelo Dr. Nuno Pinto Magalhães.


A Vereadora falou ainda da importância do concurso para a economia e para a região de Lisboa, renovou os agradecimentos e deixou votos de que em 2012, e apesar da crise económico-financeira, se continue a trabalhar para que a restauração da capital venha a ser um motivo de renome da mesma e que promotores e parceiros continuem unidos, tal como os restaurantes e a lutar contra a maré.

Dos 86 os restaurantes seleccionados para a final 60 conseguiram a categoria de 1 Garfo, 19 restaurantes alcançaram 2 Garfos e os restantes sete conseguiram a categoria máxima de 3 Garfos. Nestes últimos constam: Casa da Comida; Eleven; Feitoria; Panorama; Tavares; Valle-Flôr; Varanda – Hotel Ritz.

À semelhança de anos anteriores já decorrem as iniciativas de promoção para os 86 restaurantes premiados do Lisboa à Prova, nomeadamente com o programa “Lisboa à Prova com Arte” a decorrer entre Fevereiro e Abril e a “Mostra dos Premiados” no fim de Março, aberta ao grande público.

Do curso surge ainda um guia gastronómico da restauração de Lisboa e relatórios que serão entregues aos restaurantes para um aumento da qualidade dos seus serviços.