quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Câmara Municipal de Lisboa entrega prémios a restaurantes



Foram divulgados hoje, quinta-feira 23 Fevereiro 2012, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa nos Paços do Concelho, os restaurantes vencedores da edição do Lisboa à Prova - Concurso Gastronómico 2011. Os 86 apurados para a fase final, ficaram a saber com quantos "Garfos" foram premiados nesta edição.




A sessão foi presidida pela Vereadora Graça Fonseca da Câmara Municipal de Lisboa, e contou também com a presença dos promotores institucionais AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) e ATL (Turismo de Lisboa), representados respectivamente pelo Senhor Comendador, Mário Pereira Gonçalves, Presidente da AHRESP, e pelo Dr. Duarte Calvão representando a ATL, bem como a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (Sagres Bohemia – patrocinador de referência do concurso) representada pelo Dr. Nuno Pinto Magalhães.


A Vereadora falou ainda da importância do concurso para a economia e para a região de Lisboa, renovou os agradecimentos e deixou votos de que em 2012, e apesar da crise económico-financeira, se continue a trabalhar para que a restauração da capital venha a ser um motivo de renome da mesma e que promotores e parceiros continuem unidos, tal como os restaurantes e a lutar contra a maré.

Dos 86 os restaurantes seleccionados para a final 60 conseguiram a categoria de 1 Garfo, 19 restaurantes alcançaram 2 Garfos e os restantes sete conseguiram a categoria máxima de 3 Garfos. Nestes últimos constam: Casa da Comida; Eleven; Feitoria; Panorama; Tavares; Valle-Flôr; Varanda – Hotel Ritz.

À semelhança de anos anteriores já decorrem as iniciativas de promoção para os 86 restaurantes premiados do Lisboa à Prova, nomeadamente com o programa “Lisboa à Prova com Arte” a decorrer entre Fevereiro e Abril e a “Mostra dos Premiados” no fim de Março, aberta ao grande público.

Do curso surge ainda um guia gastronómico da restauração de Lisboa e relatórios que serão entregues aos restaurantes para um aumento da qualidade dos seus serviços.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Dedo espetadinho nos Brit Awards


Ainda vai virar moda espetar o dedinho, afinal já o Mr. Bean o espetava inofensivamente!




A minha mãe sempre me disse «Andreia! Isso não se faz é feio», a minha tia dizia-me «Andreia isso é falta de educação», o meu pai costumava dizer que eu tinha «um problema qualquer para esticar o dedo», o meu namorado acha piada em fazê-lo quando quer gozar comigo.

Ensinam-nos uma coisa, fazemos outra; os grandes exemplos vêm de cima, os «vips» são importantes e sabem o que fazem (mesmo quando não sabem) … Já todos ouvimos isto e mais alguma coisa, mas então quem é Adele? Uma cantora! BOA! Mas se estica o dedinho dela, é feia, mal-educada, tem um problema no dedo e não é importante!?

Não, Adele é apenas uma artista musica que se revoltou por terem encurtado o discurso de agradecimento devido à actuação dos Blur.

E se o Mr. Bean o fazia e ninguém reclamou e até esteve no cinema. Será que vai virar moda?

Aqui fica o vídeo:


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Angry Birds






A empresa considera que, ainda que, a pirataria traga muitas coisas más a várias indústrias, a verdade é que para a empresa do «Angry Birds» até pode ser bom e lança uma nova versão.






Julien Fourgeaud é o criador do jogo mais transferido dos últimos tempos, o «Angry Birds».
O jogo é algo simples onde o jogador possui uma fisga para lançar pássaros contra porcos verdes. Ainda que se ache mais um mero jogo de animais, onde se tem de matar algo e os níveis vão-se dificultando, a verdade é que este é mais um furor completamente viciantes entre todas as idades dos vários países do mundo.
Numa altura em que o mundo se foca na pirataria e nas na reformulação e imposição de leis, a companhia criadora do «Angry Birds» acredita que a pirataria «Até pode servir para expandir o negócio», pois «É importante tirar partido do fenómeno. Levar empresas à justiça é um processo inútil», considerou Mikael Hed, líder da companhia finlandesa.
As declarações surgem no momento em que o «Angry Birds» vai fazer parte do Facebook e estar disponível na rede social para mais de 800 milhões de utilizadores.

A Rovio avançou também que o jogo mais popular da história dos smartphones vai continuar. A nova versão chama-se «Angry Birds Space» e terá cenários onde a gravidade será mais uma questão a ter em conta na altura de atirar os «pássaros raivosos» da fisga.

Simpsons e a Wikipédia





Simpson referem a Wikipédia
no episodio 8 da 19º temporada
do nosso país.



Depois do Google ser referido no American Dad recentemente na temporada de Portugal é agora a vez dos Simpson.
No episódio «Funeral for a Fiend» onde Sideshow Bob tenta matar toda a família, mais uma vez sem eficácia.

No entanto, tudo não passa de um esquema complexo da família de Bob que encena toda uma trama que leva a crer aos Simpson que este morreu.

No episódio Sideshow Bob recorre à Wikipédia para tentar superar Lisa nos seus conhecimentos sobre William Shakespeare.


Começa a fazer parte das séries de animação recorrerem à internet e a sites e motores de busca conhecidos de todos nós. Estarão os criadores a perder as suas fontes de iamginação ou, por outro lado, os nossos tão acarinhados personagens das séries estão a querer-se mostrar modernos e actualizados?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval ou desculpa para beber?

O Carnaval português tem vários anos de tradição, importando algumas das ideias dos sambódromos do Brasil e de vários países da Europa, é considerado único e bastante característico, sendo considerado por alguns autores português: porco e violento.

É oficialmente denominado por «Entrudo» e vulgarmente apelidado de «Carnaval». Proveniente de Portugal, onde acontecia entre o sábado e a quarta-feira de cinzas, na abertura da primavera, o Entrudo era realizado por famílias e os seus amigos mais chegados.

Com a mudança de mentalidades também ele sofreu as suas alterações e ganhou terreno nas ruas, envolvendo conhecidos e desconhecidos.

São vários os locais de Portugal por onde passa o Carnaval, sendo que, Ovar, Torres Vedras, Alcobaça, Loulé e Sesimbra são os locais com mais popularidade. Contudo, o conceito de «Carnaval» tem vindo a alterar-se com o passar do tempo e a mudança de mentalidades.

Durante o dia é visto como o Carnaval onde as famílias saem à rua para ver os desfiles e mascararem-se daquilo que mais desejam e sempre sonharam. É o dia em que se pode ser aquilo que mais desejam. Para os mais antigos chega mesmo a ser a altura em que falam e dizem o que há para dizer com as sátiras à política e sociedade. Calam-se o ano todo para agora ganharem

voz.

O cenário durante o dia é este:





Já à noite tudo se transforma. As máscaras são mais arrojadas e as princesas tornam-se mais atrevidas e os guerreiros maquiavélicos. As ruas enchem-se dos jovens, agora que famílias se reúnem em casa.

«Extravagância» é o termo da noite de Carnaval, e em vez de umas pipocas e um algodão doce, a cerveja, o vinho e o whisky é o mais ingerido pelos jovens.

Na realidade, os jovens de hoje nem sequer engraçam com o Carnaval, pois se tiverem de sair com a família isso será um «frete», no entanto se for para ir à noite e com os amigos a historia é outra bem diferente.




Hoje em dia, em pleno século XXI, qualquer desculpa serve, qualquer feriado é bom, qualquer que seja o motivo para sair à rua e beber é aceite. Desta vez é o Carnaval que serve de pretexto para se ir para farra a noite toda, a seguir… virá provavelmente a Páscoa. Não se gosta, mas se é para beber serve!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Única - Projectos Especiais: Lisboa à Prova





A «Única - Projectos Especiais» iniciou o seu percurso em 1989 como um projecto empresarial vocacionado para a concepção e gestão de grandes projectos na área da cultural, tendo como bases a Comunicação e Relações Públicas, a Gestão Cultural e a Multimédia, cada vez mais necessária e requisitada por empresas e particulares devido ao grande crescimeno das novas tecnologias.



À semelhança de outros anos, a «Única - Projectos Especiais», está encarregue do projecto «Lisboa à Prova» em parceria com Câmara Municipal de Lisboa, Turismo de Lisboa e AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal).

O projecto tem como objectivos principais valorizar a restauração da Capital, promovendo a gastronomia de Lisboa e consequentemente a publicação de um guia gastronómico util e eficaz no dia-a-dia de cada cidadão e tambem dos turistas que vêm conhecer a cidade de Lisboa, faciitando-lhes a escolha de locais onde possam satisfazer o seu apetite por mais requintado e exigente que seja.

De um simples hamburgueres de um mero restaurante numa das zonas características de Lisboa, para quem quer sentir-se português, até ao Panorama, restaurante do Sheraton Lisboa Hotel & Spa, onde se pode aproveitar de uma magnífica vista sobre o rio Tejo. Tudo é possível!

O projecto conta um júri exigente e vários apoios, não se esquecendo de ajudar os outros. Em paralelo com esta iniciativa do «Lisboa à Prova», existe ainda um projecto de responsabilidade social onde o público, ao votar através de uma chamada telefónica no restaurante favorito, o valor da chama reverte a favor da instituição de solidariedade Entreajuda.

O «Lisboa à Prova» é ainda unido à arte, estando, em algumas datas, presente no MUDE e outras galerias de arte.

A «Única - Projectos Especiais» goza ainda de um vasto currículo, onde se destaca a experiência e a inovação.

Só (depende) de mim



14 de Fevereiro, o mítico dia de trocas de prendas, jantares e afectos por vezes já não afectuosos. Ninguém faz anos, ninguém nasceu, nem se vai embora, também não é Natal, é apenas Dia de São Valentim, vulgarmente chamado de Dia dos Namorados, data irrisória que marca o dia para os casais enamorados.

Se há 25 anos atrás a comemoração e todos eram felizes (ou mais felizes) para que é que o dia serve? Para os casaisinhos que não tem 365 dias no ano de dizerem o que querem, dizerem tudo de uma vez e num só dia. Ou seja, redimirem-se dos restantes 364 dias que não o disseram e não vão dizer e/ou fazer. Ah e ainda claro, serve para as superfícies comerciais rematarem a crise, é a estes casais que elas agradecem neste mês de Fevereiro por algum lucro.

No entanto, nem tudo são peluches, chocolates e postais. Ainda há quem vá mais além e, de algum modo, nos tente consciencializar que o importante não é o material mas o imaterial, o sentimento e que isso apenas depende de nós, do que damos, do que queremos e pelo que lutamos.

«Só de mim» é um vídeo da Diffuse, há semelhança do vídeo «The Emotive», é um dos mais partilhados das últimas horas nas redes sociais.

«Só de mim»

Só de mim from Diffuse on Vimeo.

E já agora «The emotive»

The Emotive from Kevin Guiang Paderes on Vimeo.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

ACTA is watching you!






O protesto foi convocado internacionalmente nas redes sociais e milhares aderiram.




O protesto contra o ACTA foi convocado através das redes sociais em vários países. Em Berlim juntaram-se 10 mil pessoas, 5 mil em Munique e Sófia. Várias foram as cidades como Malta, Vilnius, Varsóvia, Tallin, Praga e até Lisboa e no Porto onde os cidadãos saíram à rua para protestar contra o acordo.

No Porto, ao darem conta que o protesto estava a ser silenciado pelos media, sendo que não havia jornalista na Avenida dos Aliados, o melhore era «a notícia ir ter com os jornalistas», afirmou José Soeiro ao esquerda.net, seguido de vários manifestantes que se dirigiram à sede do Jornal de Notícias.

Em resposta ao protesto internacional, a Comissão Europeia publicou uma nota onde «nega firmemente ter fornecido um acesso preferencial à informação a qualquer grupo» e afirmou não haver qualquer tipo de protocolos secretos sobre o assunto.

«Estão a desvirtuar o princípio da internet, que é a partilha da informação. Uma das coisas que criticavam nos tempos de Salazar era a censura e a impossibilidade de falar e, neste momento, foi o que fizeram: o Governo português impôs censura», disse à Lusa um dos manifestantes com a máscara de Guy Fawkes, popularizada pelo movimento Anonymous.

O ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), ou seja, Acordo Comercial Anticontrafacção, serve para evitar o plágio e a pirataria na internet, protegendo os direitos e propriedades intelectuais, sendo criticado, entre outras razões, por ser feito em sigilo e apenas para favorecer conglomerados empresariais, enquanto o SOPA (Stop Online Piracy Act) é a Lei de Combate à Pirataria Online que amplia os meios legais para que detentores de direitos de autor possam combater o tráfico online de propriedade protegida e de artigos. Num documento da Comissão Europeia, pode ler-se que o SOPA «é um projeto de lei dos Estados Unidos que pretende alterar a legislação dos EUA. O ACTA não Implica quaisquer alterações da legislação da UE.»

Dito assim parece simples e que nada vai mudar na internet e no modo como a utilizamos. Contudo os manifestantes continuaram a fazer-se ouvir «Partilhar não é roubar», «ACTA, não!» e «ACTA is watching you!».

Manifestação ACTA-Lisboa por Tugaleaks

O movimento Anonymous promete continuar a dar luta e a fazer-se ouvir.

A mais recente mensagem para o mundo:

O Destino das Línguas: que futuro no espaço da UE?



Em O Destino das Línguas: que futuro no espaço da UE? Isabel Casanova, propõe-se dar a conhecer a situação das línguas no território europeu e a elucidar o leitor sobre o futuro das mesmas.



Do multilinguismo que reflecte a diversidade cultural e linguística da União Europeia ao plurilinguismo, ocorrência de várias línguas num mesmo contexto, as línguas são hoje uma preocupação da União Europeia, onde cerca de metade línguas faladas se encontra em vias de extinção. A vontade política de certos países, mostra-se uma mais-valia capaz de lutar contra essa ameaça que é a morte linguista, exemplo disso é a promulgação da lei 7/99 onde consta que o mirandês é elevado ao estatuto de língua.

É neste contexto que Matsuura da UNESCO afirma que esta está “empenhada em promover o plurilinguismo, sobretudo no sistema escolar, fomentando o reconhecimento e a aquisição de pelo menos três níveis de competência linguística para todos: uma língua materna, uma língua nacional e uma língua de comunicação. A promoção da diversidade linguística e cultural está acompanhada de um compromisso em prol do diálogo entre povos, culturas e civilizações”.

Isabel Casanova pensa que o livro alertará o simples cidadão para o que acontece em relação às línguas no seio da UE

Entendendo que a linguagem é apenas uma capacidade humana e que “uma língua é dialecto com um exército e uma frota” (p. 56), fazendo parte da vivência social, temos de saber adoptá-la de acordo com as diferentes situações a que nos expomos.

De certa forma, a língua-mãe é a verdadeira língua e todos os seus sistemas linguísticos derivados podem ser dialectos. Também os dialectos podem ser elevados à designação de língua através de decisão política, elevando-se a norma-padrão. Esta normalização é fundamental para a reprodução do dialecto. O português é assim um dialecto do latim que se considera língua-mãe.

Em Portugal os dialectos, ao contrário de outros países, indicam uma variação mais regional em vez de social, fugindo ao sociolecto e também ao típico falar “à tia”.

As línguas minoritárias apesar do seu reduzido número de falantes, que podem nem ser nacionais, devem ser preservadas e protegidas. Uma língua minoritária é, segundo a “Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias”, tradicionalmente utilizada “num território de um Estado pelos cidadãos desse estado que constituem um grupo numericamente inferior ao resto da população do Estado; e que são diferentes das línguas oficiais desse Estado” (p. 109)

É o governo do país quem define a sua própria política de uso de línguas e tanto designa um idioma como oficial, como atribui a todos os idiomas e até a dialectos o mesmo estatuto oficial, mas a elevação de uma língua minoritária a oficial é essencial para que esta se desenvolva.

O discurso da UE é ambíguo, pois apesar de divulgar a unificação e pluralismo dos Estados-Membros e a protecção das minorias, também descrimina na essência as línguas dos imigrantes. “Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias” refere-se apenas aos direitos das línguas regionais e não os das línguas minoritárias.

As línguas são classificadas como seguras, ameaçadas, moribundas ou extintas conforme o estatuto que têm na sociedade e de acordo com o número de falantes. Uma língua morre quando deixa de ter indivíduos que a usem com um propósito comunicativo. Ao existir um último falante, uma língua pode considerar-se já morta, pois uma línguas sobrevive em função de um locutor e da existência de um interlocutor.

A morte linguística súbita deve-se à debilidade da língua à medida que os falantes desaparecem, já a morte linguística gradual é o processo prolongado e no qual a língua tende a decair. Só as línguas saudáveis emprestam elementos a outras línguas proporcionando-lhes constantes mudanças através das gerações.

Mas línguas têm morrido ao longo da história, este incidente ocorre devido aos falantes optarem por mudar para uma língua com oportunidades mais amplas tanto social como economicamente. De certa forma, o desaparecimento do passado linguístico é uma consequência do progresso, o que leva a uma necessidade de estímulo de diversidade existente como alternativa a uma situação linguística mais normalizada.

As línguas são uma questão importante para os europeus estimulando as suas reacções pois “cada língua alberga uma visão subtilmente diferente do mundo” (p.158).

Esta é uma luta de todos e não só de um ou outro país ou mais uma lei que os governos aplicam, é uma questão de sobrevivência da cultura europeia, um dever de qualquer cidadão, mas o estímulo parte dos superiores. Temos o dever de proteger as línguas em perigo de extinção e aceitar o desafio de aprender novas línguas para um maior entendimento. Contudo, torna-se inegável a dedicação da União Europeia à causa das línguas regionais ou minoritárias nos últimos anos. A ratificação da “Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias” foi um ponto decisivo para a glorificação dos direitos das línguas relativamente a idiomas minoritários, “cada língua é uma grande língua para quem a articula como língua materna. A nossa língua materna é a língua dos nossos sentimentos mais profundos e das nossas mais fortes emoções, a voz dos nossos pensamentos mais íntimos. É a língua dos nossos corações.” (p.119).

Fazes-me Falta - Inês Pedrosa






Inês Pedrosa nasceu em Coimbra a 15 de Agosto de 1962, além de escritora é ainda jornalista.

Publicou o seu primeiro texto na revista Crónica Feminina em 1975 com 14 anos.

Licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e passou por vários jornais.




Há pessoas que têm a aptidão de escrever num simples pedacinho de papel todos os pensamentos e sentimentos que deambulam dentro de cada um de nós.

O livro Fazes-me Falta é exactamente essa deambulação. É um romance passado no Portugal Contemporâneo, que homenageia o amor e a amizade, sendo contado em duas vozes.

Uma delas a de alguém que acaba de morrer e que vai contra a celebre frase “Descanse em paz”. É uma alma que se perdeu pelo tempo e não consegue encontrar a tão esperada eternidade.

A segunda voz é a de alguém que sofreu a perda dessa alma, uma pessoa que era um complemento de si mesma. Esta pessoa viaja pelas dores da ausência, da saudade, do amor, do silêncio, em interrogações sobre o egoísmo da morte, que nuns casos avisa e noutras não há sinal à vista.

Mas este livro não é um livro de respostas que nos possam ocorrer sobre a vida e a morte. Mas sugere-nos sim que façamos uma pausa na nossa vida e que reflictamos: amamos as pessoas como devemos enquanto podemos? Isto é inevitável, se nos apercebermos que não tarde demais.

Fazes-me falta entrelaça assim a história de uma amizade apaixonada, debruçando-se sobre a vida e a morte num romance cheio de poesia que nos faz transcender ao universo dos sentimentos imortais.

Como disse Vítor Quelhas (in Expresso) sobre o romance mais badalado de Inês Pedrosa é «Um belo romance, com vontade de mudar o mundo»


Citações:

«Então, num momento completamente louco, desvairada, passei-me da cabeça e pedi-lhe para experimentar um bocado, só para ver que efeito aquilo tinha.»

«Vou parar de escrever. Dói-me a mão, dói-me o corpo, dói-me o pensamento. Dói-me a coragem que não tenho.»

« …o ano passado, nunca imaginei que fosse tão fácil uma pessoa passar-se para o lado de lá, o lado para onde tu passaste, o lado que eu sabia que era ERRADO!»

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A Imagem que emociona o Mundo




A fotografia de um homem de braços cruzados durante a saudação nazi em 1936 é a mais partilhada do momento, e esconde a história de uma família destruída pelo regime de Hitler.


A imagem é da inauguração de um navio-escola da marinha alemã e foi recuperada pelo blog Senrinomichi , criado há cerca de 1 ano atrás para ajudar a localizar vítimas do terramoto do Japão. No espaço de 1 semana a imagem teve mais de 26 mil partilhas, agora ronda as 30 mil partilhas na Internet.

A fotografia conta a história da família de August Landemsser, separada e destruída peço regime nazi. A historia foi contada por uma das filhas de August que reconheceu o pai na imagem, segundo o «The Washington Post».

August Landemsser foi militante do partido nazi e expulso em 1935 por ter casado com Irma Eckler que era judia, tendo o regime considerado que o militante «desonrou a raça» chegou mesmo a prende-lo. Foi libertado em 1941 e mandado para a guerra, sendo logo dado como desaparecido em combate.

A mulher foi detida pela Gestapo e as filhas foram separadas, tendo uma ido viver com a avó materna e outra enviada para um orfanato, sendo mais tarde adoptada.

Em 1996, Irene (filha de Irma e August) escreveu a história da sua família para contar ao Mundo o que o regime nazi provocou à sua família.

A descoberta da foto e a história de August Landmesser emocionou milhares de pessoas que partilharam a imagem.


Noticia Completa


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

House chega ao fim




Fox anuncia que a série «House» chega ao fim depois de 8 anos no ar. O ultimo episodio é emitido a 21 de Maio nos Estados Unidos.




Os produtores da série, David Shore e Katie Jacobs, e Hugh Laurie (House) explicaram que a decisão foi bastante ponderada e difícil de tomar, mas que chegou o fim da saga do medico enigmático.

«Os produtores sempre imaginaram House como uma criatura enigmática, que nunca seria o último a deixar uma festa. Por que não ir embora antes de a música parar, enquanto ainda há uma certa mística no ar?», pode ler-se no comunicado da Fox.

«House» foi para o ar em 2004 e a partir desse ano conquistou cerca de 40 prémios, entre os quais dois Globos de Ouro, sendo «uma fonte de orgulho para todos os envolvidos» tanto produtores, como actores e fãs, salientam os produtores e que o facto de sucesso da série se ter alterado não esta relacionado com o seu fim.

No mês de Abril a série completa 177 episódios, «mais 175 do que qualquer um esperava em 2004». O arranque inicial da série foi lento, não tendo conquistado os norte-americanos logo na primeira temporada, mas em 2008 conseguiu ultrapassar CSI, sendo visto nesse ano por mais de 81,8 milhões de telespectadores em 66 países.

Kevin Reilly, presidente de entretenimento da Fox, lamenta a decisão «É com grande pesar e um nó na garganta, respeitamos a decisão tomada por Hugh, David e Katie. Por oito temporadas, toda a equipa de House deu-nos alguns dos melhores personagens e das histórias mais emocionantes jamais vistas na televisão», escreveul.

O fim de «House» pode ditar o afastamento do actor britânico, de 52 anos, dos ecrãs. Nomeado para seis Emmys e vencedor de dois Globos de Ouro já tinha referido numa entrevista que quando a série terminasse, se retiraria da televisão.

Benfica falha o top 20



No último ano os encarnados ocupavam a 26º posição como sendo a equipa europeia com receitas mais elevadas, este ano chega perto do top 20 mas terá de ficar para o ano



No 1º lugar encontra-se o «monstro» do Real Madrid com uma receita de 480 milhões de euros, seguido do Barcelona. O Benfica falhou o top 20 da Football Money League por 12,9 milhões de euros, é esta a modesta quantia que separa os encarnados de Lisboa dos italianos do Napóles.

O clube deLuís Filipe Vieira obteve receitas de 102 milhões de euros na época 2010/2011, tendo um ganho de 3,9% em relação ao volume do ano anterior.

Nesse ano, o Benfica ocupava o 26º lugar do estudo da Deloitte e este ano, subiu para o 21º.

Apesar de falhar a entrada no top, o clube de Lisboa ainda se destaca pelo facto de ser o primeiro clube de fora das cinco grandes ligas europeias (espanhola, inglesa, alemã, francesa e italiana) a aparecer nas 30 equipas com maiores receitas e a Deloitte acredita que o Benfica pode fazer parte do top 20 já para o ano «O Benfica pode quebrar este estrangulamento dos ‘cinco grandes’ países na Money League, caso avance nas próximas fases da Liga dos Campeões. Ainda assim, fica por preencher um valor de, pelo menos, 10 milhões de euros».


Wareztuga faz a felicidade dos cibernautas


O site que «simplifica» a vida dos cibernautas

portugueses está de volta e estes mostram-se felizes.

O Facebook foi o meio de divulgação entre amigos e colegas de trabalho a mensagem foi-se passando. O Wareztuga esta de volta e já online. Foram afectados com o fecho do Megavideo e outros, e mesmo com a guerra da Internet capaz de explodir a qualquer momento não desistiram.

São as mais de 300 partilhas da mensagem que o site está novamente online, mais de mil manifestações de satisfação e podem ver-se palavras como «Parabéns pelo trabalho que tiveram e pela vontade de erguer este projecto.», ou algo como «Os meus fins de semana vão voltar a ser óptimos», um mero «Fantástico”» e até mesmo «I love Wareztuga».

O staff do Wareztuga agradece na sua página a força, apoio e ajuda de todos os cibernautas e estes agradecem-lhe a sua volta e o quando o site volta a «simplificar» a aquisição de filmes e séries em português.

Agora, tal como sugerem no site, faltam as pipocas!

Portugueses pirateiam música e filmes


Maioria tem computador com gravação de CD e DVD

O estudo foi encomendado à Intercampus e realizado em 2009, quando começou toda a discussão sobre a alteração à lei da cópia privada, e a AGECOP quis saber os hábitos dos consumidores portugueses.

Foram inquiridas duas mil pessoas, entre os 15 e os 65 anos, tendo 79% dos mesmos acesso a computador com equipamentos de gravação de media e 91% tem acesso à Internet em casa, segundo noticia a Lusa.

As escolhas são simples, música e filmes e/ou séries são os eleitos dos consumidores portugueses, onde 85% destes consumidores inquiridos faz habitualmente copias em casa e a maioria utiliza o formato MP3, cerca de 21% faz gravações de música pelo menos uma vez por semana e 28% fá-lo uma vez por mês.

Em média, são copiadas 64 músicas por mês, e são apenas raríssimos os casos de cópias de fotografias ou imagens, apenas 8%.

O inquérito mostra ainda que 57% faz cópias de filmes e/ou séries e a frequência é bastante idêntica à de música.

Agora que a guerra na Internet está lançada, a AGECOP apresentou hoje os dados, e quer entrega-los ao grupo responsável pela análise da proposta do PS da cópia privada.

A Intercampus garante que está a tratar da actualização dos dados.


Facebook e a falta de privacidade


São vários os estudos e testes efectuados às redes sociais, onde o Facebook tem vindo cada vez mais a mostrar as suas falhas.

Em 2009 o site da Ars Technica decidiu testar a privacidade e segurança de algumas redes sociais, entre as quais o Twitter e o Flickr saíram vencedoras.

Mas no rede social de Mark Zuckerberg as coisas são diferentes e com o link directo da fotografia podemos aceder-lhe normalmente como a qualquer outra imagem da internet, o pormenor é que esta já não deveria constar online, afinal após 3 anos as fotografias que foram apagadas há 3 anos atrás ainda estão acessíveis na Internet.

Na Áustria, um grupo de estudantes tem vido a pressionar o Facebook para adoptar novas regras de privacidade, tendo apresentado já 22 queixas contra esta rede, pois alegam que a empresa acumula dados pessoais dos «users» sem autorização e dados que os usuários acreditam ter excluído são retidos. E apesar de e Dezembro o Facebook ter aceitado reformular as suas normas de privacidade para usuários fora da América do Norte, ainda se continua sem ver melhorias.

Estes são apenas alguns dos pontos que o Facebook devia ter em consideração tendo em conta os vários problemas que o Facebook tem com a privacidade dos seus «users», tendo recebido inúmeras críticas desde que se tornou público e famoso.

Aqui fica o vídeo de um dos «lutadores» contra as políticas do Facebook: